O Mercedes-Benz GLC 100% elétrico assume-se como uma peça-chave na nova vaga de lançamentos da marca alemã, pensada para transformar de forma profunda a gama e as tecnologias. Esta ofensiva começou com a apresentação do novo CLA e prepara agora um dos capítulos mais relevantes para o segmento dos SUV.
À semelhança do CLA, o novo GLC elétrico recorre a uma arquitetura elétrica de 800 V. Ainda assim, há um fator que o torna especialmente marcante: é o primeiro modelo da Mercedes-Benz a estrear a nova plataforma MB.EA, criada de raiz para os elétricos de nova geração da marca - e não se fica por aqui.
Mercedes-Benz GLC 100% elétrico: nova identidade visual e grelha dianteira iluminada
A Mercedes-Benz escolheu precisamente o seu SUV mais vendido para revelar a nova identidade estética, com especial foco no redesenho da grelha dianteira. Trata-se do elemento mais disruptivo e do ponto de partida para uma mudança visual que deverá estender-se aos próximos modelos do fabricante.
Não é a primeira tentativa da Mercedes-Benz de dar um “rosto” próprio aos seus veículos 100% elétricos. Porém, ao contrário de propostas mais controversas como o EQA, EQE ou EQS, o novo GLC 100% elétrico aproxima-se visualmente dos modelos a combustão - uma estratégia semelhante à já vista no novo CLA, que já tivemos oportunidade de testar.
Segundo a marca, a grelha cromada tradicional - um traço identitário há mais de 100 anos - ganha agora um novo significado: passa a ser a peça central do desenho e um símbolo tecnológico. No novo GLC elétrico, a grelha deixa de ser apenas um componente funcional para se assumir como uma “autêntica obra de arte iluminada”, tal como descrito no comunicado oficial.
“A nossa nova grelha icónica não é apenas uma nova frente para o GLC - redefine o rosto da nossa marca. É a fusão perfeita entre códigos de desenho duradouros e uma visão de futuro.”
Gorden Wagener, Diretor de Desenho da Mercedes-Benz Group AG
Apesar de manter proporções semelhantes às do GLC que já conhecemos, a grelha surge completamente reinterpretada. A composição assenta em três elementos principais: uma moldura cromada, uma estrutura com aspeto de vidro fumado e uma iluminação de contorno integrada. Opcionalmente, poderá ainda incluir 942 pontos de luz retroiluminados.
O que esperar do novo GLC 100% elétrico?
O novo Mercedes-Benz GLC 100% elétrico vai substituir de forma indireta o EQC (lançado em 2018) e, como já referimos, é o primeiro modelo da gama a beneficiar da plataforma MB.EA.
Na prática, isto traduz-se não só na já referida arquitetura elétrica de 800 V, mas também na adoção de uma bateria de 94,5 kWh, com uma autonomia estimada em torno dos 650 km (WLTP). Para reforçar a eficiência e baixar os consumos, a Mercedes aponta uma solução inovadora para a recuperação de energia, além de uma nova geração de bomba de calor.
A arquitetura de 800 V deverá também trazer vantagens no carregamento em corrente contínua, ao permitir taxas mais elevadas em condições adequadas e ajudar a manter a consistência do desempenho em viagens longas - um tema especialmente relevante num SUV familiar como o GLC. Além disso, soluções de gestão térmica (onde a bomba de calor tem um papel importante) tendem a beneficiar tanto o conforto a bordo como a eficiência global do sistema.
Vale ainda a pena olhar para o posicionamento do modelo: com a plataforma MB.EA, a Mercedes-Benz sinaliza uma nova fase de eletrificação em que a tecnologia e a estética procuram convergir com a linguagem dos modelos a combustão. Isto pode ser determinante para quem quer mudar para um elétrico sem abdicar da “normalidade” visual e do conceito de SUV premium que sempre associou ao GLC.
No capítulo das motorizações, estão previstas variantes com um motor (tração traseira) e com dois motores (4MATIC). A opção mais potente deverá chegar aos 490 cv.
Quando chega?
A apresentação do Mercedes-Benz GLC 100% elétrico está iminente, com estreia agendada para setembro, no Salão de Munique.
Quanto à produção, deverá arrancar em Bremen (Alemanha) e Pequim (China). Mantém-se ainda em aberto a possibilidade de também vir a ser fabricado nos EUA, na unidade de Tuscaloosa, como forma de contornar as tarifas adicionais de importação aplicadas pelo país norte-americano.
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