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A Força Aérea do Uruguai prepara-se para receber os seus primeiros aviões de ataque A-29 Super Tucano.

Piloto em uniforme verde junto a avião branco com hélice estacionado em pista com mapa no chão ao nascer do sol

No seguimento da cobertura da Zona Militar aquando da largada do navio logístico ROU 04 “General Artigas” rumo à Campanha Antártica de Verão, o subsecretário do Ministério da Defesa Nacional do Uruguai, Joel Rodríguez, confirmou que, ao longo deste ano, a Força Aérea Uruguaia começará a receber os seus primeiros aviões de ataque Embraer A-29 Super Tucano - uma das aquisições militares mais relevantes para o país nas últimas décadas.

A confirmação surgiu quando Rodríguez foi questionado sobre as linhas de acção e os planos de aquisição actualmente promovidos pelo Ministério da Defesa. Nesse enquadramento, o responsável sublinhou que este será o primeiro ano completo com os planos “já bem estruturados”, depois de concluído todo o processo de construção orçamental. “Ao longo deste ano vamos receber aeronaves para a Força Aérea, em particular os aviões Super Tucano - não na totalidade, mas sim a maioria -”, afirmou, validando, assim, o arranque efectivo do calendário de entregas por parte da empresa brasileira Embraer e o início do processo de incorporação do novo sistema de armas na Força Aérea Uruguaia.

Embraer A-29 Super Tucano na Força Aérea Uruguaia: objectivos e necessidades operacionais

Tal como a Zona Militar tem vindo a noticiar desde o anúncio inicial do programa, a compra dos A-29 Super Tucano responde à necessidade de recuperar capacidades críticas da Força Aérea Uruguaia, sobretudo no domínio da vigilância do espaço aéreo, do treino avançado e do ataque ligeiro. Esta chegada acontece num cenário marcado pela obsolescência progressiva de meios que acumulam décadas de serviço - como sucede com os A-37 Dragonfly, cuja disponibilidade operacional se degradou de forma significativa nos últimos anos.

A introdução de uma plataforma como o Embraer A-29 Super Tucano procura, por isso, assegurar um salto qualitativo no ciclo de formação e nas missões de policiamento e resposta, reforçando a capacidade de actuar de modo credível em tarefas que exigem persistência, flexibilidade e custos operacionais contidos face a aeronaves mais pesadas.

Infra-estruturas, pessoal e Base Aérea de Durazno

Em paralelo com a recepção das aeronaves, a Força Aérea Uruguaia tem avançado com a adaptação de infra-estruturas e com a preparação do pessoal técnico e operacional. A Base Aérea de Durazno assume-se como um dos pilares centrais deste processo, em linha com a necessidade de garantir que a entrada ao serviço se traduza numa capacidade real e sustentada ao longo do tempo - e não apenas num marco simbólico.

Neste tipo de transição, a prontidão não depende apenas da entrega dos aparelhos: exige cadeia logística, ferramentas e equipamentos de apoio, rotinas de manutenção, treino de tripulações e técnicos, bem como procedimentos de segurança e operação ajustados às novas valências. Estes factores são determinantes para que a disponibilidade e a eficácia se mantenham de forma continuada.

Um plano mais amplo: radares, equipamentos adicionais e material para o Exército

Na mesma entrevista, Rodríguez alargou o âmbito do plano de reequipamento, indicando que, para lá dos Super Tucano, está em curso a aquisição de radares e de outros equipamentos adicionais destinados à Força Aérea Uruguaia, ao mesmo tempo que começa a chegar material previamente adquirido para o Exército. “Nesse sentido, será um ano importante”, frisou.

A articulação entre novas aeronaves e meios de vigilância, como os radares, tende a aumentar a eficácia do controlo e da consciência situacional do espaço aéreo, potenciando uma resposta mais rápida e melhor coordenada. Em termos práticos, o valor do investimento cresce quando as várias componentes - plataformas, sensores e recursos humanos - evoluem de forma integrada.

Fotografias utilizadas a título ilustrativo - Força Aérea Brasileira.

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