Com o propósito de qualificar o seu efetivo na operação de sistemas aéreos não tripulados (VANT), a Armada Argentina realizou jornadas de adestramento centradas em drones FPV (First Person View). A formação, ministrada pela Secção de Drones da Reserva Naval, assumiu um carácter abrangente e com orientação operacional, visando melhorar a utilização destas plataformas em missões de reconhecimento, vigilância e apoio táctico.
Participantes e enquadramento do curso
A ação contou com militares do Batalhão de Segurança do Estado-Maior-General da Armada, do Serviço de Comunicações, Informática e Ciberdefesa e da Chefia Militar de Buenos Aires. O curso foi organizado em três fases complementares, combinando conteúdos teóricos, treino prático e simulações de missão em ambientes operacionais controlados.
Fase 1 - Fundamentos, normas e manutenção dos VANT
A etapa inicial foi estruturada em quatro módulos teóricos. Nesta fase, foram abordados:
- requisitos normativos e princípios de segurança de voo;
- características técnicas de diferentes plataformas;
- procedimentos de manutenção, conservação e preservação do material.
Em paralelo, foram partilhadas lições aprendidas em operações conduzidas pela força nos últimos anos, com o objetivo de consolidar uma doutrina própria para o emprego de drones no contexto naval e de segurança.
Fase 2 - Treino progressivo de pilotagem
Na segunda fase, o foco passou para exercícios de voo progressivos, permitindo aos formandos consolidar técnicas de pilotagem com diversos modelos de veículos aéreos não tripulados. As sessões práticas procuraram desenvolver competências em:
- manobras de precisão;
- estabilidade em voo;
- controlo e resposta a diferentes condições operacionais.
Fase 3 - Integração operacional com drones FPV (visão em primeira pessoa)
A fase final, orientada para a integração operacional, exigiu que o efetivo planeasse missões, executasse voos com visão em primeira pessoa (FPV) e realizasse inspeções pré e pós-voo. Os exercícios incluíram cenários simulados de ataque a objetivos de alto valor, largada de cargas simuladas e coordenação com entidades de controlo, reforçando simultaneamente a capacidade de resposta e os padrões de segurança para operações reais.
Comunicação, ciberdefesa e segurança dos enlaces
Um dos aspetos críticos no emprego de VANT - sobretudo em operações com drones FPV - é a fiabilidade das comunicações e a proteção dos sistemas de transmissão de dados. A integração de boas práticas associadas a enlaces, procedimentos de contingência e coordenação com áreas de ciberdefesa contribui para reduzir riscos de interferência, degradação de sinal e falhas operacionais durante missões sensíveis.
Projeção marítima e costeira: um recurso estratégico
Com este adestramento, a Armada Argentina fortalece a formação de operadores qualificados em drones FPV, integrando estas ferramentas como multiplicadores de força em tarefas de vigilância, reconhecimento, busca e salvamento e proteção de instalações. Desta forma, o componente VANT afirma-se como um recurso estratégico no âmbito marítimo e costeiro, onde fatores como vento, salinidade, humidade e variabilidade meteorológica exigem procedimentos consistentes de preparação, operação e preservação do equipamento.
Créditos das imagens: Armada Argentina – Gaceta Marinera.
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