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Citroën CX é francês mas emprestou um componente a muito ingleses

Carro Citroën CX branco clássico estacionado em piso refletor numa garagem com outros carros ao fundo.

Citroën CX: os retrovisores que acabaram por marcar vários desportivos britânicos

Entre as grandes berlinas francesas, poucas se tornaram tão emblemáticas como o Citroën CX: um modelo ousado no desenho, muito focado no conforto e, acima de tudo, um verdadeiro êxito comercial, com 1,1 milhões de unidades produzidas entre 1974 e 1991.

Os retrovisores da segunda série do Citroën CX com vida longa

Apesar de o CX ter terminado o seu ciclo, houve um componente que continuou “em serviço” durante muitos anos: os retrovisores da segunda série. E o mais curioso é que, neste grande francês, esses retrovisores acabaram por surgir sobretudo noutros automóveis - em particular, modelos ingleses.

À primeira vista, isto pode surpreender. Ainda assim, para construtores de baixo volume, recorrer a peças já existentes (e bem testadas) era uma forma eficaz de reduzir custos, acelerar desenvolvimento e garantir disponibilidade de componentes sem comprometer a qualidade.

Do Jaguar XJ220 à Aston Martin: retrovisores do Citroën CX em nomes sonantes

O caso mais famoso é, sem dúvida, um supercarro: o Jaguar XJ220. Mesmo hoje, este britânico continua a gerar discussão entre entusiastas - mas não por causa dos retrovisores, que vieram directamente do muito francês Citroën CX.

A Aston Martin também recorreu a estes retrovisores nos V8 Virage e Vantage (anos 80/90) e manteve-os em utilização já neste século no muito mais moderno DB7.

No universo da Lotus, estes retrovisores aparecem igualmente nos Lotus Excel e Lotus Esprit (que deixou de ser produzido em 2004).

TVR, Marcos e um francês fora da regra

E a TVR, lembra-se? Os retrovisores do Citroën CX foram também a escolha para os V8S, Tasmin, Griffith e Chimaera. O menos conhecido Marcos Mantis juntou-se à lista. Em suma: desportivos, quase todos britânicos.

A única excepção não britânica que se encontra com estes retrovisores é um desportivo francês: o MVS Venturi.

Porque é que tantos construtores escolheram estes retrovisores?

Além do factor económico, havia razões práticas. Os retrovisores do Citroën CX tinham um desenho discreto e funcional, integravam-se facilmente em carroçarias muito diferentes e apresentavam uma solução já validada em estrada - um ponto importante para marcas que produziam em volumes reduzidos e procuravam evitar problemas de fiabilidade e homologação.

Para quem colecciona ou restaura, este detalhe tornou-se também uma curiosidade histórica: uma peça associada a uma grande berlina francesa a aparecer, inesperadamente, em alguns dos mais desejados desportivos britânicos.---


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