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Renault 5 esquecido durante 43 anos: um “novo usado” com 12 km

Renault 5 verde em exposição, vista frontal e lateral, com faróis quadrados e jantes brancas.

Encontrado recentemente no âmbito de uma herança, este invulgar Renault 5 escapou por pouco a um desfecho menos feliz e segue para leilão em março. É daqueles casos raros em que um automóvel antigo aparece praticamente como se tivesse acabado de sair do concessionário - com uma história tão improvável quanto bem documentada.

História deste Renault 5 TL (Renault 5) desde 1982

Pelo que se apurou até agora, em outubro de 1982 uma senhora francesa comprou este carro novo numa concessão em Chalon-sur-Saône.

O modelo em causa é um Renault 5 TL, de cinco portas, equipado com motor de 1,1 litros, 45 cv e caixa manual de quatro velocidades. À primeira vista, nada aqui aponta para extravagâncias - com uma excepção: a pintura Azul Xisto metalizada, uma opção pouco habitual e assinalada na folha de extras.

A carta de condução que nunca chegou e a garagem que o guardou

O que acabou por definir o destino deste R5 foi um detalhe inesperado: o automóvel chegou antes de a proprietária ter a carta de condução. Sem conseguir aprovação no exame, pediu ainda assim que o carro fosse entregue em casa.

No final de outubro de 1982, o Renault foi guardado na garagem, com matrícula temporária válida por 15 dias. As chapas definitivas chegaram mesmo a ser emitidas - mas nunca chegaram a ser colocadas no carro. Em vez disso, ficaram no porta-bagagens, literalmente à espera do dia em que ele sairia para a estrada.

43 anos sem sair do lugar: só pó, zero quilómetros

E esse dia nunca chegou. Durante 43 anos, o Renault 5 permaneceu imobilizado, sem ser deslocado nem posto a trabalhar. Não somou viagens, apenas acumulou pó.

O odómetro manteve-se intacto e inalterado: 12 km, correspondentes aos quilómetros feitos no momento da entrega.

O que significa encontrar um Renault 5 nestas condições

Um achado deste tipo é raro não só pela quilometragem, mas também pela narrativa completa: compra nova, uso praticamente nulo, e a preservação (ainda que involuntária) de elementos como as chapas definitivas nunca montadas e a curta fase de matrícula temporária.

Antes de qualquer tentativa de o colocar a funcionar, é prudente encarar o carro como um veículo que esteve décadas parado: pneus, travões, mangueiras, correias, fluidos e o próprio depósito de combustível tendem a degradar-se com o tempo, mesmo sem utilização. Uma reactivação cuidadosa e faseada é essencial para preservar o estado do automóvel - e, em muitos casos, também o seu valor.

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