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Bentley perde a cabeça e põe Pastrana ao volante de um Supersport

Carro esportivo cinza Bentley Pastrana GT exibido em salão com capacete e fato de condução ao fundo.

A ideia de que “a Bentley passou-se” não combina com a imagem tradicionalmente irrepreensível da marca britânica. Ainda assim, depois de ver Travis Pastrana a fazer das instalações de Crewe, em Inglaterra - a conhecida “Fábrica de Sonhos” da Bentley - o seu parque de diversões, custa encontrar uma descrição mais adequada.

Ao comando de um Bentley Continental GT Supersports, com uma decoração tão inesperada quanto o próprio cenário, Travis Pastrana limita-se a fazer aquilo em que é exímio: transformar metros e metros de asfalto num rasto de borracha queimada, com derrapagens, rotações e manobras executadas no limite.

Bentley Continental GT Supersports e Travis Pastrana: potência, tração traseira e abusos controlados

O Continental GT Supersports - V8, 666 cv, tração traseira e quase menos 500 kg do que um Continental GT - já nasce como um dos Bentley mais extremos de sempre. Mesmo assim, para aguentar os “maus-tratos” de Pastrana, recebeu alterações específicas, entre as quais se destaca uma alavanca para travão de mão hidráulico, essencial para provocar e manter derrapagens com precisão.

O resultado é o filme “Supersports: A Fundo”, onde o Supersports é levado para lá daquilo que se espera de um grande turismo de luxo, e onde a engenharia da Bentley serve, por momentos, um propósito claramente mais irreverente do que o habitual.

Os pormenores escondidos no vídeo da Bentley

Curiosamente, o aspeto mais interessante deste vídeo da Bentley pode nem ser a condução em si. Ao longo das imagens vão surgindo pequenos “presentes” - detalhes e referências - que passam despercebidos a quem não estiver atento, mas que recompensam uma segunda visualização.

Se não conseguiu identificar esses pormenores, a Bentley reuniu os principais numa galeria para os destacar.

Do futuro ao passado: Continental GT3, Speed 8 e Le Mans

Entre as referências espalhadas pelo filme, a Bentley aproveita para olhar em frente e, ao mesmo tempo, recordar a sua história. Pelo caminho, surgem dois Continental GT3 de competição, o Speed 8 que venceu as 24 horas de Le Mans, e ainda outros Bentley com uma longevidade que roça o século.

Há aqui também uma mensagem implícita: por mais moderno e radical que seja o Bentley Continental GT Supersports, a marca continua a ancorar a sua identidade numa linhagem de competição e engenharia que não se esgota no luxo.

Num vídeo deste género, o contraste faz parte do encanto. Ver um modelo com a dimensão, a presença e o estatuto do Supersports a ser tratado como uma máquina de espetáculo não apaga a sua essência; antes sublinha a margem de robustez e controlo que existe por baixo do requinte - e a confiança de uma marca que se permite mostrar esse lado.


Por fim, vale a pena lembrar que este tipo de demonstração, mesmo quando parece caótica, é construída ao milímetro: espaço, preparação do carro e execução dependem de uma combinação rara entre piloto, equipa e engenharia. É precisamente isso que torna o exercício tão fascinante - a sensação de descontrolo, suportada por um nível elevado de domínio.

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