A depressão Kristin atingiu Portugal na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro, deixando um rasto de danos relevantes em várias zonas do país, com especial incidência nos distritos de Coimbra, Leiria e Santarém.
No âmbito das ações de recuperação e para permitir deslocações consideradas mais urgentes e emergentes, o Governo determinou uma isenção de portagens com a duração de uma semana, com início à meia-noite de hoje, 3 de fevereiro.
A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, na sequência de solicitações apresentadas por diversos presidentes de câmara. Segundo o governante, “entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias”, destinando-se a apoiar as deslocações urgentes e emergentes dentro de um perímetro específico - a divulgar publicamente - que abrange troços das autoestradas A8, A17, A14 e A19, privilegiando os percursos no interior da área afetada.
Isenção de portagens na depressão Kristin: troços abrangidos (A8, A17, A14 e A19)
- A8 - entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);
- A17 - entre o nó da A8 e o nó de Mira;
- A14 - entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;
- A19 - entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge.
O tráfego efetuado fora destes troços não está abrangido pela isenção do pagamento de portagem.
Para evitar surpresas na faturação e garantir que o percurso fica dentro do perímetro definido, é aconselhável confirmar, antes de viajar, a informação atualizada nos canais oficiais (Governo, Infraestruturas de Portugal e concessionárias) e planear alternativas caso existam cortes, condicionamentos ou operações de limpeza em curso.
Situação de calamidade prolongada em 69 concelhos
Entretanto, no dia 1 de fevereiro, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade em 69 concelhos até às 23h59 de domingo, 8 de fevereiro. No comunicado oficial, a extensão da medida é justificada “considerando as persistentes necessidades de assistência às populações e a continuidade de condições climatéricas muito adversas nos próximos dias, incluindo o risco extremo de cheias”.
Tendo em conta esse risco, recomenda-se cautela adicional nas deslocações, sobretudo em zonas ribeirinhas e em vias secundárias sujeitas a inundações rápidas: respeite sinalização temporária, evite atravessar áreas alagadas e siga indicações das autoridades locais e da Proteção Civil.
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