A sexta geração do Renault Clio foi revelada no Salão de Munique (IAA 2025) e chega com um pacote alargado de atualizações, que inclui desenho revisto, reforço de tecnologia a bordo e uma gama de motorizações totalmente reestruturada.
Apesar de a indústria europeia estar a acelerar a mudança para a mobilidade elétrica, a Renault quis esclarecer desde já o lugar do Clio na sua oferta. Fabrice Cambolive, diretor-executivo da Renault, afastou qualquer incerteza sobre o rumo do utilitário: o Renault Clio não vai aderir à eletrificação total.
“O Clio não é um veículo elétrico e nunca será.”
Segundo Cambolive, trata-se de “um modelo híbrido, que responde a outras necessidades, com diferentes bases de custo”, definindo assim, de forma inequívoca, o posicionamento do modelo dentro da gama.
Motorizações do Renault Clio: adeus Diesel e três opções na gama
Nesta nova geração, o Renault Clio elimina por completo as versões Diesel e passa a disponibilizar três motorizações distintas:
- 1.2 a gasolina, três cilindros, com 115 cv
- Bifuel a GPL, com 120 cv
- E-Tech Full Hybrid (topo de gama), com 160 cv, que conjuga:
- motor a gasolina 1,8 litros
- motor elétrico de 36 kW / 49 cv e 205 Nm
A estratégia passa por manter o Clio fiel às soluções de combustão e híbridas, procurando equilibrar acessibilidade e responder a um público que continua a querer alternativas aos elétricos - seja por preço de aquisição, seja por hábitos de utilização.
Na prática, um híbrido permite beneficiar de eletrificação sem depender de carregamentos externos, o que pode ser relevante para quem não tem ponto de carregamento em casa ou no local de trabalho. Ao mesmo tempo, a existência de uma variante GPL abre a porta a custos de utilização potencialmente mais baixos, dependendo do perfil de condução e dos preços de energia.
Cambolive sublinhou ainda o peso comercial do modelo no continente, mesmo com a previsível redução do mercado de combustão:
“Este ano, num mercado de motores a combustão que certamente será menor do que no passado, esperamos vender aproximadamente o mesmo número de Renault Clio que vendemos no ano passado, cerca de 300 mil unidades”, reforçando a relevância do utilitário no mercado europeu.
Quanto custa o Renault Clio?
O Renault Clio 2026 esteve em destaque nos espaços do Salão de Munique instalados no centro da cidade, mas a chegada da sexta geração aos concessionários só deverá acontecer no início do próximo ano.
Os valores oficiais ainda não foram comunicados. Ainda assim, tudo aponta para que o preço de entrada ronde os 22 mil euros na versão 1.2 litros, enquanto o E-Tech Full Hybrid deverá situar-se ligeiramente abaixo dos 30 mil euros.
Até serem anunciadas as tabelas finais, o posicionamento indicado sugere uma tentativa clara de manter o Renault Clio competitivo num segmento onde o preço continua a ser determinante, sobretudo numa fase de transição em que muitos condutores ainda ponderam entre combustão, híbridos e elétricos.
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