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USS Ted Stevens: contratorpedeiro classe Arleigh Burke Flight III entregue à Marinha dos EUA

Navio de guerra americano atracado com militares alinhados no cais durante cerimónia naval.

A Marinha dos Estados Unidos recebeu o futuro USS Ted Stevens (DDG 128), um contratorpedeiro da classe Arleigh Burke Flight III, entregue pela HII Ingalls Shipbuilding. Este é o terceiro navio desta nova variante a entrar no programa e o segundo a ser construído no estaleiro de Pascagoula.

O Ted Stevens começou a ser construído em dezembro de 2023 e foi lançado à água em março de 2025. Mais tarde, concluiu os testes no mar no Golfo do México durante outubro e novembro de 2025, nos quais foram validados os sistemas de propulsão, navegação e combate. O navio foi oficialmente entregue em 29 de dezembro. A sua entrada ao serviço ativo está prevista para 2026, altura em que será atribuída a uma frota operacional e destacada para missões de presença naval e exercícios multinacionais.

Com o Ted Stevens, a Ingalls Shipbuilding já entregou 36 contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, incluindo o primeiro Flight III, o USS Jack H. Lucas (DDG 125). Atualmente, o estaleiro está a construir mais quatro unidades - Jeremiah Denton (DDG 129), George M. Neal (DDG 131), Sam Nunn (DDG 133) e Thad Cochran (DDG 135) - e mantém em planeamento outras sete, entre as quais o John F. Lehman (DDG 137) e o Telesforo Trinidad (DDG 139). Para cumprir os prazos de produção, a Ingalls adotou um modelo de construção distribuída que envolve estaleiros e fornecedores externos.

O terceiro contratorpedeiro integra o radar AN/SPY-6(V)1 e o sistema de combate Aegis Baseline 10, tecnologias que representam um avanço significativo nas capacidades de deteção e resposta perante ameaças aéreas, incluindo mísseis balísticos e alvos de superfície. Segundo Brian Blanchette, presidente da Ingalls Shipbuilding, “a entrega do Ted Stevens reflete o forte impulso do nosso programa de contratorpedeiros, enquanto aceleramos a produção dos Flight III e fornecemos capacidades reforçadas à frota”.

A incorporação destes navios Flight III surge num momento em que a Marinha dos EUA procura reforçar a sua defesa antiaérea e antimíssil em teatros de operação cada vez mais exigentes. A combinação entre sensores mais avançados, maior capacidade de processamento e a arquitetura atualizada do sistema Aegis permite uma resposta mais rápida e integrada face a ameaças simultâneas, aumentando a relevância operacional destes navios nas próximas décadas.

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