Depois de o futuro MINI elétrico ter sido avistado nos habituais testes de inverno, chegou a vez de o MINI a combustão surgir em cena com um disfarce muito semelhante.
À primeira vista, este protótipo mantém o perfil inconfundível da marca, com as proporções típicas de um MINI. Ainda assim, há vários sinais que permitem perceber que a nova geração vai trazer alterações relevantes, sobretudo nos detalhes da carroçaria e na traseira.
O que muda no MINI a combustão?
Algumas das diferenças são subtis, mas importantes. Um bom exemplo são os puxadores das portas: no MINI elétrico estão embutidos na carroçaria, enquanto no MINI a combustão continuam a ser puxadores convencionais.
Na frente, o modelo recebe óticas novas. Já a secção traseira do MINI com motor de combustão parece utilizar farolins e porta da bagageira muito semelhantes aos da variante elétrica, apesar de as duas versões assentarem em bases mecânicas distintas.
Esta aproximação visual entre os dois modelos confirma que a MINI quer preservar uma identidade comum, mesmo com soluções técnicas diferentes. Ao mesmo tempo, a camuflagem mostra que o desenvolvimento ainda está em curso e que pequenos pormenores estéticos podem continuar a ser ajustados até à apresentação final.
O MINI elétrico, com o código J01, vai assentar numa plataforma inédita, resultado da parceria entre o BMW Group e a chinesa Great Wall, que também ficará encarregada da produção na China. Já o futuro MINI a combustão, identificado como F66, será uma evolução mais profunda da geração atualmente comercializada, o F56.
Isto contraria os rumores que indicavam que a versão com motor de combustão adotaria uma traseira menos “polémica” do que a do modelo elétrico. Para além disso, os espelhos retrovisores também são novos.
E os motores do MINI a combustão?
Por agora, ainda há pouca informação concreta sobre as motorizações que vão equipar os próximos MINI a combustão.
Mesmo assim, tudo indica que o pequeno modelo britânico continuará a recorrer aos motores a gasolina já conhecidos da geração atual: o tricilíndrico de 1,5 litros e o quatro cilindros de 2,0 litros, ambos associados a um sistema de híbrido ligeiro de 48 V.
As versões Cooper e Cooper S deverão ser as primeiras a chegar ao mercado, muito provavelmente ainda este ano. Depois, será a vez do MINI JCW, que também já tinha sido visto em imagens de testes.
Com esta estratégia, a MINI prepara-se para manter uma gama dupla, respondendo tanto aos clientes que ainda preferem motores a combustão como a quem procura uma solução elétrica. É uma abordagem que pode ser decisiva na transição da marca, sobretudo num segmento em que a imagem, a personalização e a condução continuam a pesar tanto como a tecnologia.
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