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Os Ford mais desportivos têm os dias contados

Carro desportivo elétrico vermelho Ford E-ST Future estacionado em ambiente moderno e minimalista.

As versões mais focadas no desempenho da Ford, tal como as conhecemos, estão prestes a desaparecer. Depois da despedida do Fiesta ST, o Focus ST segue o mesmo destino: a produção do compacto familiar da marca está marcada para novembro.

Com o fim do Focus ST, encerra-se também uma etapa marcante na história dos compactos desportivos da Ford com motor de combustão. Ainda assim, o fecho desta fase pode abrir espaço a outra, desta vez sem emissões locais.

A Ford Performance continua determinada a manter viva a sua vertente de alta performance e poderá fazê-lo através do lançamento de modelos 100% elétricos de elevado desempenho.

A confirmação chegou por via de Jan Herzog, diretor de marketing de produto da Ford Europa, que admitiu à Auto Express que a marca “gostaria de ter variantes ST ou RS” nos seus modelos elétricos.

Qual será o primeiro Ford ST elétrico?

Entre os candidatos elétricos com maior probabilidade de receber o tratamento ST está o Puma Gen-E. O próprio Herzog o confirmou: “isso vai mesmo acontecer”. Ainda assim, acrescentou que, caso não aconteça nesta geração, será numa futura.

A versão elétrica do Ford Puma foi lançada este ano, em simultâneo com a renovação a meio do ciclo de vida do modelo. Debita 123,5 kW (168 cv), superando os 160 cv do atual Puma ST. Mesmo assim, para competir com os seus rivais, precisará de muito mais potência.

O Abarth 600e e o Alfa Romeo Junior Veloce chegam aos 240 cv (280 cv no Scorpionissima) e aos 280 cv, respetivamente. Já o Smart #3 Brabus e o Volvo EX30 ultrapassam os 400 cv, graças à utilização de dois motores elétricos. Isto dá uma ideia clara do salto considerável que um hipotético Ford Puma ST elétrico teria de dar.

Outros modelos que também poderão receber versões ST ou RS são o novo Ford Capri, que na sua versão mais potente já alcança os 250 kW (340 cv), e o Mustang Mach-E, que conta desde já com uma variante GT, mais orientada para o desempenho e para a dinâmica, com 358 kW (487 cv).

Numa transição destas, a Ford terá também de provar que consegue manter a identidade de condução que tornou as siglas ST e RS tão respeitadas. Num elétrico, a afinação do chassis, a resposta da direção e a gestão do binário tornam-se tão importantes como a potência em bruto.

Outro ponto decisivo será a capacidade de o modelo se distinguir sem comprometer a autonomia nem os tempos de carregamento. Num mercado cada vez mais competitivo, um futuro ST elétrico terá de ser rápido, eficaz e utilizável no dia a dia para convencer os adeptos mais exigentes.

Os planos já estão em curso para lançar os primeiros ST e RS 100% elétricos na Ford, mas continua por esclarecer a reação do mercado. Os modelos rivais que já chegaram às estradas, apesar das críticas positivas, têm tido dificuldade em afirmar-se comercialmente.

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