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Vendas de elétricos e híbridos na Europa sobem acima do mercado no início de 2025

Carro elétrico branco futurista num espaço fechado com carregadores e janelas grandes para a rua.

No primeiro trimestre de 2025, as vendas de elétricos e híbridos na Europa ficaram claramente acima do ritmo do mercado automóvel em geral. Os dados divulgados pela ACEA, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, mostram que a procura por veículos eletrificados continua a avançar de forma robusta.

Em março, essa tendência voltou a ganhar força: os híbridos - incluindo as variantes completas e ligeiras - cresceram 24,5% em comparação com o mesmo mês de 2024. Os automóveis elétricos avançaram 23,6% e os híbridos recarregáveis aumentaram 19,5%.

Vendas de elétricos e híbridos na Europa: os elétricos crescem mais, mas os híbridos mantêm a liderança

No balanço acumulado do ano, os elétricos foram os que mais aceleraram, com uma subida de 28% face ao mesmo período do ano anterior, para um total de 573 500 unidades comercializadas. Ainda assim, continuam longe de ser a opção mais procurada: esse lugar pertence aos híbridos, que não necessitam de ligação à corrente e somaram 1 214 728 unidades vendidas, o que representa uma subida de 20,5%.

Os híbridos recarregáveis também fecharam o trimestre com evolução positiva. Entre janeiro e março, foram vendidos 267 544 exemplares, mais 5,6% do que no período homólogo de 2024.

Estes resultados tornam-se ainda mais expressivos quando se observa a evolução do mercado automóvel europeu no seu conjunto. No mês mais recente, o mercado cresceu 2,8%, para 1 442 628 unidades, mas esse avanço não bastou para anular a ligeira descida registada no acumulado anual, que ficou nos -0,4%, para um total de 3 382 057 unidades.

A conjugação de custos de utilização mais previsíveis, maior oferta de modelos e campanhas comerciais agressivas tem ajudado a reforçar a atratividade das motorizações eletrificadas. Em muitos países europeus, a decisão de compra continua também a ser influenciada por incentivos fiscais, vantagens na circulação urbana e pela necessidade de reduzir consumos num contexto de preços de energia ainda instáveis.

Neste enquadramento, as motorizações eletrificadas representaram cerca de 60,8% do total das vendas no primeiro trimestre.

Cumprimento das metas de emissões continua distante

Apesar de a União Europeia ter prolongado até ao final de 2027 o prazo para cumprir os objetivos de emissões de CO2 fixados em 93,7 g/km, e mesmo com o aumento significativo das vendas de automóveis elétricos, o ritmo atual continua a não chegar para atingir as metas.

Na União Europeia, a quota dos elétricos no primeiro trimestre de 2025 situou-se nos 15,2%, acima dos 13,6% registados no final de 2024, mas ainda abaixo dos cerca de 20% a 22% que seriam necessários para alinhar com os objetivos definidos. Se se incluir o resto da Europa, ou seja, mercados fora da UE como o Reino Unido e a Noruega, a quota dos elétricos sobe para 17%.

Os híbridos sem ligação à rede elétrica e os híbridos recarregáveis alcançaram, respetivamente, 35,9% e 7,9% de quota de mercado.

A evolução desta transição depende não só do preço de aquisição, mas também da expansão da rede de carregamento e da confiança dos consumidores na autonomia e no tempo de carregamento. Em vários países, a disponibilidade de pontos de carga públicos e privados continua a ser um fator decisivo para acelerar a adoção dos modelos totalmente elétricos.

Gasolina e gasóleo continuam a ceder espaço

Em sentido contrário, os motores exclusivamente a combustão continuam a perder importância, também porque a oferta tem vindo a encolher progressivamente. O gasóleo foi a motorização que mais recuou no primeiro trimestre, com uma quebra de 26,3% face ao período homólogo, para 278 418 unidades. A gasolina seguiu a mesma trajetória, com menos 21,2%, o que corresponde a 955 551 unidades.

Atualmente, os automóveis a gasóleo representam apenas 8,2% das vendas na Europa, enquanto os modelos a gasolina se ficam pelos 28,3%. A categoria “outros” - que inclui veículos a GPL, a pilha de combustível a hidrogénio e outras soluções alternativas - pesa apenas 2,7% do mercado e também diminuiu 2,6% no primeiro trimestre, para 92 317 unidades.

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