A fragata Cristóbal Colón, o porta-aviões Charles de Gaulle e o navio de aprovisionamento Jacques Chevallier participaram recentemente numa manobra de reabastecimento no Mediterrâneo oriental. A operação, realizada antes da rotação da unidade espanhola, permitiu que o Jacques Chevallier abastecesse em simultâneo o porta-aviões francês e a fragata, prolongando a capacidade de permanência dos três meios navais na zona.
Segundo o Estado-Maior da Defesa de Espanha, este abastecimento simultâneo reforçou a autonomia operacional do grupo aeronaval liderado pelo Charles de Gaulle. A fragata Cristóbal Colón (F-105) está destacada na área no âmbito das atividades coordenadas entre Espanha e França, num quadro de cooperação marítima europeia em crescimento e orientada para reforçar a segurança regional.
Há poucos dias, a unidade espanhola chegou à ilha de Creta no âmbito da sua integração com o grupo de porta-aviões francês, segundo confirmou a Embaixada de Espanha no Reino Unido. O comunicado diplomático indicou que a fragata está “em Creta junto ao grupo de porta-aviões liderado pelo porta-aviões Charles de Gaulle”, sublinhando ainda que “a Espanha continua a ser um aliado fiável e empenhado, trabalhando de perto com os seus parceiros”, conforme referiu a representação espanhola. A presença na ilha grega reflete a importância operacional que o Mediterrâneo oriental passou a assumir para a Europa.
A cooperação entre as duas marinhas junta-se aos avanços logísticos que a França tem vindo a desenvolver recentemente com o navio Jacques Chevallier. Em janeiro de 2025, durante a Operação Clemenceau 25, a Marinha Nacional francesa levou a cabo uma manobra de reabastecimento em alto mar com um petroleiro de bandeira norte-americana operado para o Comando de Transporte Marítimo Militar dos Estados Unidos (MSC, na sigla em inglês). Esta operação demonstrou a capacidade do Jacques Chevallier para sustentar destacamentos prolongados através de procedimentos logísticos complexos.
Essa manobra, executada em 24 de dezembro de 2024, envolveu o petroleiro norte-americano Stena Polaris, que transferiu 450 metros cúbicos de gasóleo numa operação conhecida como “Consolidação entre Petroleiros” (CONSOL). Estes procedimentos permitem aumentar a autonomia operacional das forças francesas e aliadas, evitando a dependência de portos ou instalações fixas em zonas remotas ou com elevado risco.
As manobras recentes entre a fragata Cristóbal Colón, o porta-aviões Charles de Gaulle e o navio Jacques Chevallier confirmam a integração operacional entre Espanha e França e consolidam a preparação logística do grupo aeronaval francês. Com a aproximação da substituição da unidade espanhola, estas atividades reforçam a interoperabilidade no Mediterrâneo oriental e mantêm a presença marítima europeia numa área considerada estratégica para a segurança regional.
*Imagens obtidas do Estado-Maior da Defesa de Espanha.
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