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Testei o Xiaomi 17: um smartphone compacto, ótimo para fotografia.

Pessoa a tirar foto do horizonte da cidade ao pôr do sol com smartphone preto apoiado numa parede de pedra.

Quando um smartphone consegue ser ao mesmo tempo compacto, elegante e ambicioso na fotografia, a fasquia sobe logo. É exatamente essa a proposta do Xiaomi 17: um topo de gama chinês que quer convencer pela forma e pelo conteúdo, com a câmara como uma das suas maiores apostas.

Apresentado no MWC de Barcelona, o Xiaomi 17 assume-se como o novo modelo principal da marca, aquilo a que muita gente chama simplesmente um flagship. Num mercado cada vez mais competitivo, o telemóvel tenta ganhar destaque em dois pontos muito claros: um formato contido e uma secção fotográfica desenvolvida em parceria com a Leica.

A fotografia tem sido uma das bandeiras da Xiaomi nos últimos anos. Se o Xiaomi 17 Ultra vai mais longe para seduzir quem leva a câmara muito a sério, o 17 “normal” procura um equilíbrio mais sensato para justificar o preço, sem abdicar de uma qualidade irrepreensível. No resto, a marca entrega aqui um smartphone tecnicamente muito forte. Consegue convencer? Vale mais a pena do que a concorrência? Usámo-lo durante cerca de dez dias e este é o nosso veredicto.

Xiaomi 17 ao melhor preço
Preço de base: 999 €

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Prix et disponibilité

O Xiaomi 17 já está disponível no site oficial da marca e nos revendedores parceiros. Estes são os preços anunciados:

  • 256 GB: 999 euros
  • 512 GB: 1099 euros

Um smartphone com a elegância de ficar abaixo dos 1000 euros, algo que já não acontece com todos os topos de gama em 2026.

Ce que nous avons adoré sur le Xiaomi 17

Son design compact

O Xiaomi 17 traz um ecrã de 6,3 polegadas, portanto não estamos perante um telefone propriamente grande. É certo que não é o único no mercado a apostar neste tamanho (o Galaxy S26 ou o Pixel 10 também o fazem), mas continua a ser uma medida muito agradável, sobretudo para mãos mais pequenas. Usa-se facilmente com uma só mão, e isso pesa muito para muita gente.

A Xiaomi conseguiu aqui um design ao mesmo tempo elegante e coerente. Gostámos das linhas sofisticadas e dos cantos bem arredondados. Visualmente, nota-se claramente a inspiração Apple pré-iPhone 17, mas também a herança dos modelos anteriores, com o módulo alinhado num canto. Esse módulo, infelizmente, sobressai alguns milímetros, o que faz com que o telefone fique um pouco instável quando pousado de costas. Não é o mais prático para escrever com um dedo, mas é um problema que aparece com frequência em muitos smartphones.

O Xiaomi 17 destaca-se ainda pelas acabamentos impecáveis, com estrutura em alumínio escovado e traseira em vidro temperado. A robustez convence-nos - não apareceu uma única micro-risca durante os testes, apesar de ter sido usado sem capa -, e a textura dá também uma sensação muito agradável ao toque. O que mais gostámos foi mesmo da cor verde, que lhe dá personalidade. Se não for a sua praia, o equipamento também existe em azul-céu, preto e rosa.

Na mão, é um prazer de usar. O formato compacto e as laterais planas garantem uma pega muito segura, e o peso de 191 gramas está muito bem distribuído. A zona do ecrã também está muito bem conseguida, com margens reduzidas e o leitor de impressões digitais integrado sob o painel. E ainda há espaço para uma nota positiva: a Xiaomi decidiu não acrescentar nenhum botão extra além dos comandos de volume e do botão de energia. Gostamos dessa simplicidade.

Se o Xiaomi 17 não é o telemóvel mais bonito que testámos este ano - esse lugar pertence ao Motorola Signature -, entra sem discussão no top 3 dos mais agradáveis de manusear. Um modelo perfeito para quem procura algo elegante e sem dimensões exageradas.

Ses performances et son autonomie

Comecemos pelo óbvio: o Xiaomi 17 é um smartphone de topo. Por isso, vem equipado com o melhor que a marca e o mercado têm neste momento. Isso começa logo no ecrã: um painel AMOLED de 6,3 polegadas com resolução de 2656 x 1220 pixels e taxa de atualização dinâmica entre 1 e 120 Hz. O que mais nos impressionou foi a luminosidade, com pico HDR de 3500 nits, que garante excelente legibilidade mesmo ao ar livre, em pleno sol. Sendo AMOLED, o painel oferece contraste infinito, pretos profundos e brancos muito vivos. O calibração das cores está mesmo excelente, sem exagero. E não somos só nós a dizê-lo: os colegas da 01net chegaram à mesma conclusão com sonda na mão.

O processador segue a mesma linha. O Xiaomi 17 integra um SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5, atualmente o mais potente do mercado. Mais do que assegurar lugar no top 5 dos melhores resultados em benchmarks, este processador traz conforto e tranquilidade no dia a dia: as apps abrem de imediato, não há engasgos nem quebras, o processamento fotográfico é rápido e, sobretudo, todos os jogos pesados correm no máximo a uns sólidos 60 fps. Há ainda um ponto a elogiar: o aquecimento está bem controlado. Mesmo depois de uma hora de Genshin, a temperatura mantém-se aceitável nas mãos, embora se faça notar. Não é o caso de todos os terminais, alguns transformam-se em placas de aquecimento ao fim de poucos minutos.

Por fim, falemos da autonomia. O Xiaomi 17 faz parte deste novo grupo de smartphones com bateria em silício-carbono. Conta com uma bateria de 6330 mAh, que garante dois dias completos, ou até três, em uso normal. É uma vantagem enorme numa categoria onde os modelos de referência do mercado (Galaxy S26, iPhone 17) mal aguentam um dia inteiro. Soma-se a isto carregamento com fios de 100 W, que permite uma carga total em menos de 30 minutos. Tecnicamente, o Xiaomi 17 não só cumpre como oferece uma experiência muito agradável graças a uma autonomia de referência. Uma excelente aposta.

Sa partie photo signée Leica

É na fotografia que a Xiaomi mais tem investido nos últimos anos. A marca chinesa associou-se à especialista em óptica Leica, tanto na configuração dos sensores como no processamento de imagem. Esta parceria já tinha dado bons resultados no passado e continua a dar. Eis os sensores presentes no Xiaomi 17:

  • Sensor grande angular de 50 megapíxeis f/1.7
  • Sensor ultra grande angular de 50 megapíxeis f/2.4
  • Sensor telefoto de 50 megapíxeis f/2.0 com zoom ótico X2,6

A Xiaomi é mesmo uma caso muito particular no mercado com o seu tratamento Leica. No software há dois modos disponíveis: Authentic e Vibrant. Em ambos, os resultados são muito bons, e nota-se logo a assinatura da marca alemã. Temos fotografias coerentes, bonitas e, acima de tudo, muito certeiras em termos de nitidez e reprodução de cores. Só apontamos uma ligeira falta de controlo nos contrastes em cenários mais complicados. Nesse ponto, Samsung, Google e Oppo fazem melhor.

O Xiaomi 17 não inclui sensor macro, mas tem um modo dedicado que entrega resultados bastante competentes. Ideal para captar pequenos objetos ou detalhes. O modo retrato também saiu muito bem.

A ultra grande angular tem o mesmo nível do grande angular. Apesar de as fotografias serem boas, notamos alguma falta de consistência na forma como os contrastes são tratados, o que por vezes gera resultados estranhos, mas utilizáveis. Nada de grave.

O sensor telefoto oferece um zoom ótico X2,6 de excelente qualidade, e depois entra o zoom digital. Há resultados muito bons até X5, exceto em modo noite, e razoáveis até X10. O Xiaomi 17 ainda apresenta zoom digital até X60, mas aí os resultados tornam-se pouco utilizáveis, mesmo que o algoritmo tente salvar o que for possível.

O modo noite é bastante sólido no sensor principal, embora menos convincente nos outros dois. Gostámos da gestão da luz e do resultado realista, em detrimento de uma imagem artificialmente “limpa”. O céu, por exemplo, fica preto-azulado, como o vemos a olho nu, e não azul-marinho como acontece em alguns concorrentes.

Por fim, a Xiaomi oferece boa qualidade de vídeo, com uma câmara frontal de 50 Mp para videochamadas e um sensor principal capaz de gravar até 8K/30 fps. O clássico de sempre, mas continua a funcionar muito bem.

A Xiaomi entrega no Xiaomi 17 uma vertente fotográfica muito empolgante. É verdade que a qualidade já seria de esperar num telemóvel de 1000 euros, mas o mérito está em destacar-se da concorrência graças à experiência da Leica. Uma coisa é certa: as fotos tiradas com o Xiaomi 17 não se confundem com as dos outros modelos do segmento.

Ce que nous avons moins aimé sur le Xiaomi 17

Sa surcouche HyperOS 3

A Xiaomi faz todo o possível para melhorar a sua interface HyperOS, mas a verdade é que ela continua a ser aborrecida no uso diário. O Xiaomi 17 vem com Android 16 e a HyperOS 3. Apesar de gostarmos do visual inspirado no que se faz em Cupertino e da personalização bastante ampla, continuamos pouco convencidos pela lógica, muitas vezes estranha, do software. A Xiaomi instala, por exemplo, imensas apps pré-instaladas. Umas duplicam ferramentas da Google (calculadora, despertador), outras são simplesmente desnecessárias. Ainda assim, vale a pena dizer que, ao contrário dos modelos de gama média da marca, o Xiaomi 17 não traz publicidade em excesso dentro das aplicações. Ainda bem, apetece dizer. No fundo, é uma solução agradável à vista e fluida, mas muitas vezes pesada na prática.

Alors, on achète ?

No mercado dos smartphones topo de gama, o Xiaomi 17 consegue destacar-se graças a uma componente fotográfica original e cuidada. A assinatura Leica está bem presente e oferece uma experiência muito apelativa para fotógrafos amadores.

Além disso, o Xiaomi 17 é tecnicamente irrepreensível, compacto, duradouro e com um design bastante bem conseguido. Então, vale a pena comprar? É difícil recomendar outro modelo neste segmento de preço. Aguenta-se muito bem frente aos Pixel 10 Pro e aos vários Galaxy S26, ambos excelentes, mas menos fortes em autonomia. O Xiaomi 17 é, por isso, mais um nome incontornável no universo premium. Convencemo-nos nós - e vocês?

Xiaomi 17 ao melhor preço
Preço de base: 999 €

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Xiaomi 17

999 euros

9/10

Critério Nota
Design e ergonomia 8,5/10
Técnica 9,5/10
Foto 9,0/10
Autonomia 9,0/10
Relação qualidade/preço 9,0/10

On aime

  • Design compacto e bem acabado
  • Potente
  • Autonomia muito boa
  • Ecrã impecável
  • Secção fotográfica original e bem conseguida

On aime moins

  • HyperOS 3, uma interface algo pesada
  • Algumas falhas no tratamento dos contrastes

Ver o Xiaomi 17

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