Nos últimos anos, a Dassault Aviation tem vindo a consolidar o Rafale como uma opção cada vez mais robusta para a renovação de várias forças aéreas em todo o mundo. Isso reflecte-se nos acordos alcançados com países da Europa, do Médio Oriente, da Ásia e do Sudeste Asiático, bem como nos contratos em vigor para equipar as Forças Armadas francesas, que continuam a ser o principal operador deste avião de combate, sucessor da família Mirage.
No fecho de 2025, a empresa francesa confirmou o número total de caças Rafale entregues à França, destinados tanto à Força Aérea e Espacial como à Marinha Nacional, assim como os aparelhos entregues a operadores estrangeiros.
Entregas do Rafale em 2025: França e exportação
Segundo a informação divulgada a 7 de janeiro, a Dassault encerrou 2025 com a entrega de 26 aviões de combate, dos quais 11 foram para a França e os 15 restantes para clientes de exportação. Estes valores representam uma subida face a 2024, ano em que foram entregues 21 Rafale, com 14 destinados à França e 7 a compradores no estrangeiro.
Embora não tenham sido avançados pormenores adicionais, como a repartição exacta entre a Força Aérea e Espacial e a Marinha Nacional, o lote entregue a forças aéreas de outros países permite destacar o caso do Egipto, que recebeu no final do ano passado dois lotes de Rafale, integrados numa encomenda de 30 unidades. Deve também ser assinalada a confirmação da entrega de três aeronaves à Força Aérea da Indonésia, dando início ao calendário de entregas de um total de 42 Rafale F4.
A evolução das entregas mostra que a linha de produção mantém um ritmo estável, apoiado por uma carteira de encomendas significativa e por uma procura internacional que continua a sustentar o programa. Para a Dassault, este equilíbrio entre clientes nacionais e estrangeiros é também fundamental para preservar a cadência industrial e garantir previsibilidade ao longo dos próximos anos.
Rafale: França, operador principal e metas futuras
Em paralelo, a Dassault continua a trabalhar na expansão da rede de operadores do Rafale, participando em acções de promoção do caça francês e sublinhando o interesse que o aparelho suscita em vários países para a renovação das suas frotas de combate. É esse o caso do Peru e, mais recentemente, do Iraque.
Voltando ao seu principal operador, a França mantém actualmente um plano de incorporação de 225 aeronaves Rafale, das quais 185 se destinam à Força Aérea e Espacial e 40 à Marinha Nacional, conforme previsto na Lei de Programação Militar 2019-2025.
No entanto, tal como foi noticiado no ano passado, o governo francês estaria a rever este número para compensar perdas operacionais de aviões de combate, acompanhar a substituição progressiva dos Mirage 2000D nos próximos anos e permitir a transferência de caças para terceiros países, como aconteceu com a Croácia, que recebeu os seus Rafale F3R há alguns meses.
Seguindo esta trajectória, prevista na Lei de Programação Militar 2024-2030, o total de 225 aeronaves poderá ser alargado até uma frota de 286 aviões, através de uma encomenda de 60 Rafale adicionais. Em princípio, esta encomenda deverá incluir a versão Rafale F5, a nova configuração do aparelho que se encontra actualmente em desenvolvimento.
Produção, industrialização e próxima fase do programa
Por fim, e de acordo com o que a empresa foi divulgando ao longo do ano passado, já foi alcançado o marco de produção do avião número 300, num programa que conta ainda com um total de 533 encomendas projectadas.
Este ritmo de fabrico confirma o peso industrial do Rafale no sector aeronáutico francês e a importância das entregas sucessivas para manter a competitividade do programa. A continuidade das encomendas internas e externas é igualmente relevante para sustentar a evolução tecnológica da plataforma, incluindo futuras modernizações de sensores, sistemas de missão e armamento.
Além disso, a expansão da base de operadores cria vantagens adicionais em termos de interoperabilidade, apoio logístico e formação de tripulações, reforçando o apelo do Rafale junto de países que procuram um caça multifunções com capacidade comprovada em serviço.
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