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Lockheed Martin bate recorde anual de entregas do F-35 em 2025

Aviões militares estacionados num aeródromo com operador a marcar ordens, caixas próximas e bandeiras ao fundo.

A Lockheed Martin terminou 2025 com um novo máximo para o programa F-35 Lightning II, ao entregar 191 caças furtivos de quinta geração às forças norte-americanas e a países aliados na Europa, ultrapassando com larga margem o recorde anterior de 142 unidades num só ano.

Segundo a empresa, em comunicado divulgado a 7 de janeiro de 2026, em Fort Worth, no Texas, a produção anual do F-35 está hoje a decorrer a um ritmo cinco vezes superior ao de qualquer outro caça aliado em produção, o que evidencia o grau de maturidade já alcançado pelo programa.

Este aumento de cadência também espelha a consolidação da cadeia industrial do F-35, que passou a combinar produção em grande escala, actualizações de capacidade e sustentação logística para várias forças aéreas em simultâneo. Para os operadores, isso significa uma plataforma com maior previsibilidade de entrega, melhor disponibilidade operacional e uma integração mais fluida de novas capacidades ao longo do tempo.

Produção do F-35, software e operações em 2025

O marco foi alcançado depois de o programa F-35 ter ultrapassado um milhão de horas de voo acumuladas ao longo de 2025. Em paralelo, a equipa responsável concluiu a entrega do pacote informático Tech Refresh 3 (TR-3), considerado o mais avançado até à data, mantendo uma frota global de quase 1 300 aeronaves em serviço.

Durante o ano, o F-35 foi utilizado em várias operações reais, incluindo a participação na neutralização das defesas aéreas iranianas durante a Operação Midnight Hammer; a realização de quase 5 000 horas de voo sem incidentes durante um destacamento de F-35B do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos; e a intercepção de drones russos sobre a Polónia, assinalando a primeira vez que F-35 da NATO enfrentaram ameaças no espaço aéreo aliado.

Sobre este desempenho, Chauncey McIntosh, vice-presidente e director-geral do programa F-35 Lightning II, afirmou: «Estou imensamente orgulhoso da equipa do F-35 por cumprir os nossos compromissos de produção, apresentar um desempenho de excelência e alargar as nossas parcerias globais em 2025.»

Contratos e expansão internacional do F-35

Em setembro de 2025, o Escritório do Programa Conjunto (JPO) e a Lockheed Martin chegaram a acordo final para os Lotes 18 e 19, que abrangem a produção e a entrega de até 296 caças F-35, num valor de 24 mil milhões de dólares, o maior contrato de fabrico da história do programa. As duas partes também assinaram um contrato de sustentação da plataforma aérea para cobrir as actividades logísticas a partir de 2025.

A procura internacional continuou igualmente a aumentar. A Itália e a Dinamarca reforçaram os seus programas, com a adição de 25 e 16 aeronaves, respectivamente. Este avanço foi acompanhado por marcos relevantes em vários países aliados. Primeiro, a Noruega concluiu a entrega de toda a sua frota. Depois, a Bélgica recebeu os seus primeiros F-35A em território nacional. Por fim, a Finlândia apresentou oficialmente o seu primeiro F-35A em dezembro de 2025.

Contexto recente nos países aliados

O desempenho de 2025 contrastou fortemente com o ano anterior. Em 2024, a Lockheed Martin entregou 110 F-35, um número abaixo da previsão inicial de 156 unidades. Essa quebra foi atribuída a atrasos na certificação da configuração Block 4 associada ao TR-3, o que levou o JPO a não aceitar aeronaves sem a configuração certificada. Ainda assim, a meta de 1 100 F-35 entregues em todo o mundo foi ultrapassada.

Entre os marcos mais relevantes do programa, em abril de 2025, a Real Força Aérea Norueguesa tornou-se a primeira parceira do F-35 a completar a sua frota, com a entrega das 51.ª e 52.ª aeronaves. Nessa ocasião, o ministro da Defesa da Noruega, Tore O. Sandvik, declarou: «…o F-35 é o melhor caça do mundo e estou extremamente satisfeito por receber o último dos 52 caças Lockheed Martin encomendados pela Noruega…».

Em outubro de 2025, a Bélgica entregou os seus três primeiros F-35A na Base Aérea de Florennes e confirmou a compra de mais 11 unidades, elevando o total para 45 aeronaves. Finalmente, em dezembro de 2025, a Finlândia apresentou o seu primeiro F-35A, com a designação JF-501, destinado a substituir os F/A-18 Hornet na sua Força Aérea.

Num contexto de crescente tensão no espaço aéreo europeu, a expansão da frota F-35 entre aliados reforça a vigilância, a dissuasão e a capacidade de resposta conjunta no quadro da NATO. Ao mesmo tempo, a uniformização da frota facilita o treino, a manutenção e a interoperabilidade operacional entre os países parceiros.

Com estes resultados, a Lockheed Martin alcançou, em 2025, o seu maior volume anual de entregas do F-35 desde o início do programa, consolidando a sua presença operacional nos Estados Unidos e em várias forças aéreas aliadas.

Imagens meramente ilustrativas.

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