A fragata NRP D. Francisco de Almeida, da Marinha Portuguesa, deu início à sua participação na Operação “Escudo Brilhante” da OTAN, um passo assinalado numa cerimónia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa. O evento contou ainda com a presença do Comandante Naval, Vice-Almirante José Salvado de Figueiredo, e do Subchefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, Brigadeiro-General João Ribeiro Conde, que acompanharam a partida do navio para uma nova missão de projeção marítima internacional.
Durante a sua intervenção, o Almirante Nobre de Sousa sublinhou que, ao integrar esta missão, a Marinha não está apenas a cumprir compromissos internacionais, mas também a reafirmar a sua determinação e contributo para a defesa coletiva. O responsável naval destacou igualmente o papel atribuído ao navio no quadro das operações aliadas, frisando a continuidade do empenho português na segurança marítima no Atlântico Norte.
NRP D. Francisco de Almeida e a presença portuguesa na NATO
No discurso dirigido à guarnição do NRP D. Francisco de Almeida, o Almirante manifestou confiança no “liderança, disciplina, camaradagem e coesão” dos 165 militares que compõem a tripulação. Acrescentou ainda que estes “representarão as Forças Armadas e Portugal com dignidade e sentido de missão”, realçando a importância do destacamento no dispositivo operacional aliado.
O navio passa a integrar o Grupo de Tarefa 441.01 do Standing NATO Maritime Group One (SNMG1 – Grupo Marítimo Permanente da NATO 1), no âmbito da Operação Escudo Brilhante. A sua missão principal será acompanhar atividades navais e aéreas da Federação Russa, contribuindo para as funções de dissuasão e para o reforço de capacidades em zonas marítimas consideradas prioritárias pela Aliança Atlântica.
De acordo com o planeamento estabelecido, o NRP D. Francisco de Almeida cumprirá a sua participação em duas fases distintas. A primeira decorrerá entre 8 de abril e 2 de junho, enquanto a segunda está prevista para o período entre 8 de setembro e 20 de outubro. A coordenação destes dois intervalos ficará a cargo do comandante do navio, Capitão de Fragata Nuno Figueiredo Agreiro.
Estas missões inserem-se num contexto mais amplo de preparação e interoperabilidade com forças aliadas, num cenário em que a vigilância marítima e a capacidade de resposta rápida continuam a ser elementos centrais para a segurança no espaço euro-atlântico. Para a Marinha Portuguesa, a participação regular em operações multinacionais também permite consolidar experiência operacional e manter elevados padrões de prontidão.
Lançamento do NRP D. João II reforça a modernização naval
Em paralelo com esta cerimónia, a Marinha Portuguesa assinala outro momento de relevo com o lançamento à água do novo navio multimissão NRP D. João II, realizado no estaleiro Damen. O navio, com o número de série 10720, presta homenagem ao monarca português que reinou entre 1481 e 1495, período associado à Era dos Descobrimentos. A empresa neerlandesa indicou que os primeiros ensaios no mar deverão decorrer no final deste ano, após o que o navio poderá ser formalmente integrado na instituição.
O lançamento do NRP D. João II teve lugar nas instalações da Damen na Roménia, um dos principais centros de construção da empresa desde 1999. A cerimónia reuniu várias entidades, incluindo o Vice-Almirante Pires, em representação da Marinha Portuguesa, e o Contra-Almirante Neculae, pela Marinha Romena, bem como os embaixadores Paulo Alves Cunha e Willemijn van Haaften, enviados por Lisboa e Amesterdão, respetivamente. Estes desenvolvimentos em simultâneo refletem a continuidade do processo de modernização naval português e a sua presença cada vez mais ativa em operações multilaterais.
Imagens fornecidas pela Marinha Portuguesa.
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