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Na Europa, gigante chinês também aposta em híbridos plug-in

Carro elétrico branco da Geely estacionado numa infraestrutura de carregamento numa cidade moderna.

Em vez de depender apenas dos elétricos, os fabricantes chineses estão a alargar rapidamente o leque de propostas para o mercado europeu. Entre as marcas que mais têm vindo a ajustar a estratégia está a Geely, que quer ganhar espaço com uma gama mais variada.

O grupo, dono de marcas como Polestar, Volvo e Lotus, prepara-se para reforçar a presença da marca Geely nos principais mercados da Europa. E a expansão vai assentar sobretudo numa aposta forte nos híbridos plug-in, que vão complementar a oferta 100% elétrica.

Na Europa Ocidental, o foco será essencialmente nos híbridos plug-in, mas a Geely já comercializa modelos com motor de combustão em países como Itália, Roménia, Sérvia, Croácia e Eslovénia.

A marca tem como mercados-alvo a Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha e Polónia, disse Moe Wang, diretor internacional da Geely Auto.

15 modelos em três anos

No total, ao longo dos próximos três anos, a Geely prevê lançar 15 modelos na Europa, revelou Michael Yang, responsável pela marca no Reino Unido. A estratégia europeia da Geely vai centrar-se em SUV e carroçarias de dois volumes compactas e médias, em linha com as preferências dos consumidores locais.

A expansão da marca vai arrancar com o EX5, um SUV compacto 100% elétrico, mas o próximo modelo europeu do construtor já será um híbrido plug-in. O objetivo é claro: transformar a Geely numa marca automóvel de referência no «velho continente».

“Com veículos movidos a novas energias, a marca continua a ser importante, mas já não tanto como antes. Os clientes estão a perder a fidelidade às marcas tradicionais”, afirmou o executivo.

Nos primeiros nove meses do ano, a Geely vendeu 1829 unidades na Europa, um crescimento significativo face às 659 unidades registadas no mesmo período de 2024 (fonte: DataForce via Automotive News Europe). O modelo mais vendido foi o BinYue/Coolray, um SUV compacto disponível com motorizações a combustão e eletrificadas, que somou 1129 unidades entre janeiro e setembro.

A aposta em híbridos plug-in por parte da Geely e de outros construtores chineses surge também como resposta às tarifas impostas pela União Europeia sobre veículos elétricos importados da China. A Geely está sujeita a uma taxa adicional de 18,8%, para além dos 10% já em vigor.

A aposta nos híbridos plug-in (PHEV) por parte das marcas chinesas já se faz notar: em setembro, os PHEV chineses representavam já 20% do total no mercado europeu, com o BYD Seal U na liderança - um em cada cinco híbridos plug-in comprados na Europa é chinês.

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