O ano de 2026 está a ser particularmente exigente em investimento e obra para o grupo Vila Galé, que assinala 40 anos de atividade. No Algarve, além das intervenções de preparação para a época alta - num total de €3,3 milhões -, o grupo mantém em curso trabalhos associados a 14 novos hotéis, com abertura prevista até ao final de 2027, num esforço global que atinge €275 milhões.
Investimentos da Vila Galé em 2026 no Algarve
Na região, onde o grupo português opera nove hotéis, a expetativa é de evolução positiva ao longo do ano. “A instabilidade que se vive a nível mundial faz com que as pessoas façam reservas mais tarde”, observa Rosário Ribeiro, diretora de operações da Vila Galé no Algarve. A responsável acrescenta que “as reservas de momento estão em linha com o ano anterior, mas a procura está a reagir de forma mais lenta, e esperamos crescimento com reservas de última hora mais próximas da época alta”.
Remodelações para a época alta e foco na operação
Os projetos de melhoria em curso no Algarve incluem intervenções em várias unidades, alinhadas com a estratégia do grupo para reforçar a oferta antes do pico do verão.
Hotel Albacora prevê crescimento de 9% no verão
A Vila Galé apresentou as obras de remodelação, no valor de €400 mil, realizadas no hotel Albacora, em Tavira. A intervenção abrangeu as zonas comuns, nomeadamente os espaços onde se encontram a receção e a área de restauração. Este investimento junta-se a outros trabalhos de atualização, como os que estão a ser desenvolvidos no hotel Ampalius, em Vilamoura, e na unidade do grupo em Lagos.
Instalado num antigo arraial de atum do Algarve - o arraial Ferreira Neto -, o Vila Galé Albacora disponibiliza 173 quartos, distribuídos por antigas casas de pescadores, e integra uma ‘master suite’ no local onde outrora existiu a casa do mestre. O conjunto inclui ainda uma antiga escola, atualmente dedicada aos mais novos (o Clube Nep), e uma padaria histórica que foi transformada num museu ligado à pesca do atum. Existe também uma capela, hoje procurada por muitos britânicos para celebrações de casamento.
“Este hotel é muito especial, representa o primeiro exemplo de recuperação de património histórico da Vila Galé”, nota Pedro Ribeiro, diretor de marketing e vendas do grupo hoteleiro.
No interior do hotel Albacora existe igualmente um cais com ligações de barco para praias situadas em ilhas da Ria Formosa. Também esta área foi alvo de melhorias, tal como os jardins envolventes.
Procura, ocupação e mercados no Vila Galé Albacora
“O nosso principal cliente é o nacional, em agosto temos aqui 90% de portugueses, e muitas famílias”, sublinha Luís Marreiros, diretor do Vila Galé Albacora, acrescentando que “no resto do ano, temos muita procura virada para a observação de aves e associada às salinas que temos aqui próximo”.
Segundo o responsável, o desempenho desde o início do ano tem sido favorável: “desde janeiro estamos com um aumento de 5% nas taxas de ocupação, e estamos a prever um crescimento de 9% na época alta”. Em Tavira, os mercados com maior peso são o alemão e o português, mas Luís Marreiros destaca que “os clientes nórdicos estão a subir imenso, sobretudo dinamarqueses e noruegueses, que gostam de pássaros e atividades ligadas à natureza, como aqui podem fazer”.
“Nas alturas festivas, como o Carnaval e a Páscoa, tivemos aqui muitos espanhóis”, refere ainda o diretor, apontando também a gastronomia como um dos trunfos da unidade. “Em Tavira, há muito atum, e o polvo também sai a ganhar”, observa. Apesar do contexto internacional, a expetativa mantém-se positiva: “Portugal como país, e a região, oferecem confiança às pessoas”, diz Luís Marreiros. Para o verão, está previsto “um ajuste de preço de 2%, para acompanhar as melhorias que foram feitas e também o aumento de custos”.
Seis novos hotéis em Portugal e oito no Brasil
Em paralelo com as remodelações, a Vila Galé está a desenvolver a construção de seis novos hotéis em Portugal e oito no Brasil, com conclusão apontada até ao final do próximo ano. O principal revés mencionado pelo grupo está relacionado com Cuba: os hotéis permanecem encerrados e sem perspetiva de reabertura, devido à crise política no país.
No mercado nacional, o investimento previsto para os novos hotéis totaliza €120 milhões. Este montante está sobretudo associado a obras de reabilitação em projetos em Lisboa (no espaço do antigo bar B.Leza, no Largo do Conde Redondo), em Caxias (no Paço Real de Caxias, antiga residência de veraneio de reis e príncipes), em Penacova, em Miranda do Douro, na Golegã e na ilha Terceira, nos Açores.
No Brasil, o grupo avança com um investimento de 900 milhões de reais (o equivalente a cerca de €155 milhões) em oito novos hotéis, distribuídos pelos estados do Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba e Santa Catarina. Também os projetos que a Vila Galé tem em carteira no Brasil deverão ficar concluídos até ao fim de 2027.
“Está a ser um ano importante de investimento para a Vila Galé, após os últimos anos que também foram marcados por muitas aberturas de unidades, tanto em Portugal como no Brasil”, conclui Pedro Ribeiro.
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