Brinde no banquete de Estado após as conversações
“Ganbei” (expressão equivalente a "saúde"), lançou o Presidente chinês, Xi Jinping.
“Obrigado a todos”, respondeu o seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
Foi desta forma que os líderes das duas maiores economias do mundo brindaram, já depois de concluírem os discursos no banquete de Estado que se seguiu às conversações realizadas esta quinta-feira sobre os dossiês que têm gerado desconforto entre os dois países. O tom foi cordial: Xi classificou o momento como “uma visita histórica”, enquanto Trump disse ser “uma grande honra” estar ao lado do Presidente da China. Ainda assim, as tensões geopolíticas fizeram-se notar no subtexto.
Xi Jinping defende parceria EUA–China e estabilidade estratégica
“Ambos acreditamos que a relação bilateral EUA-China é a mais importante do mundo. Devemos fazer com que funcione e nunca estragar tudo. Tanto a China como os EUA têm a ganhar com a cooperação e a perder com o confronto. Os nossos dois países devem ser parceiros em vez de rivais”, afirmou Xi Jinping. A mesma mensagem já tinha sido avançada na reunião que decorrera antes no Grande Salão do Povo. A isto, acrescentou que o “rejuvenescimento da China” e o objetivo de “tornar a América grande outra vez” podem avançar em paralelo.
O Presidente chinês evocou, a propósito, os esforços de Pequim e da administração norte-americana de Richard Nixon - o primeiro Presidente dos EUA a deslocar-se a Pequim após a vitória do regime comunista, em 1972 - para abrir “uma porta que tinha permanecido congelada durante mais de 20 anos”. Descreveu esse passo como “um marco nas relações internacionais contemporâneas”, seguido por “vários capítulos de amizade através de abertura e cooperação mútua”.
Ao caracterizar a relação na atualidade, Xi mostrou-se menos entusiasmado: “Tivemos múltiplos encontros e chamadas e mantivemos as relações China-EUA, em geral, estáveis”. Indicou também ter acordado com Trump “construir uma relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”.
Donald Trump destaca laços históricos e faz convite para a Casa Branca
Num registo diferente do habitual, e seguindo um guião sem desvios inesperados, Donald Trump afirmou que a relação entre os dois povos recua até à fundação dos Estados Unidos e que “dois séculos e meio depois, essa primeira conexão transformou-se numa das relações mais marcantes da história mundial”.
O Presidente norte-americano deixou ainda um convite para que Xi visite a Casa Branca a 24 de setembro, descreveu o vínculo entre os dois países como “muito especial” e salientou aquilo que entende serem valores partilhados por ambas as nações. “Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e as conquistas, amamos as nossas famílias e amamos os nossos países. Juntos, temos a oportunidade de utilizar estes valores para criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz para os nossos filhos”, comentou.
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