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UE: Chipre ativa mecanismo de Resposta Política Integrada a Crises para monitorizar surto de hantavírus

Mulher apresenta mapa da Europa e gráficos para colegas numa sala de reunião com bandeira da UE.

UE: Chipre ativa mecanismo para acompanhar o surto de hantavírus

A presidência do Conselho da União Europeia (UE), atualmente nas mãos de Chipre, determinou esta quinta-feira a ativação do instrumento comunitário que assegura uma partilha contínua de dados, com o propósito de “monitorizar ativamente” o surto de hantavírus em curso, informou Nicósia.

"A Presidência do Chipre decidiu ativar o mecanismo de Resposta Política Integrada a Crises do Conselho, em modo de partilha de informação, para monitorizar ativamente o atual surto de hantavírus", anunciou Chipre em comunicado.

Segundo a presidência cipriota da UE - que ocupa esta função durante o semestre -, a decisão pretende “facilitar a troca de informações entre os Estados-membros e as instituições da União Europeia”.

A nota acrescenta que o mecanismo “servirá como uma plataforma que reúne todas as informações relevantes e todas as ações em curso, com o objetivo de reforçar a consciência situacional e apoiar a preparação”.

Como funciona a Resposta Política Integrada a Crises

O mecanismo de Resposta Política Integrada a Crises da União Europeia foi concebido para assegurar uma coordenação célere e eficaz entre os Estados-membros e as instituições europeias quando ocorrem crises de grande escala, incluindo pandemias, catástrofes naturais, atentados terroristas ou emergências humanitárias.

Sempre que é acionado, este sistema concentra e distribui informação em tempo real, promove a articulação política e operacional e apoia a adoção de decisões conjuntas ao nível da UE.

O dispositivo pode operar em vários patamares - desde a mera monitorização e partilha de dados até uma coordenação integral da resposta -, o que permite à UE reagir de forma mais estruturada, consistente e eficiente a ameaças transfronteiriças.

Avaliação do risco e coordenação na UE

Com os elementos disponíveis até agora, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças considera que o risco para a população em geral na Europa é muito baixo, desde que sejam aplicadas medidas adequadas de prevenção e controlo de infeções e tendo em conta que os hantavírus não se transmitem facilmente entre pessoas.

De acordo com Chipre, “as atividades de troca de informação e coordenação já estão a decorrer ao nível da UE nos setores relevantes, nomeadamente nas áreas da saúde e da proteção civil”, lê-se no comunicado.

Navio MV Hondius, origem ainda por esclarecer e dados da OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) mantém que o risco é “moderado” para a saúde dos passageiros e da tripulação do navio de cruzeiro MV Hondius - onde o vírus foi inicialmente identificado - e “baixo” para o restante da população mundial.

A fonte deste surto de hantavírus continua por determinar, embora, de acordo com a OMS, a primeira infeção tenha ocorrido antes do arranque da expedição a 01 de abril, dado que o primeiro passageiro que morreu - um cidadão holandês de 70 anos - já apresentava sintomas a 06 de abril.

O intervalo de incubação do vírus varia entre uma e seis semanas.

Por esse motivo, permanecem em andamento investigações para apurar as potenciais circunstâncias de exposição e identificar a origem do surto epidémico.

A taxa de letalidade (percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção) associada a este surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.

Não há vacina nem terapêutica específica contra o hantavírus, que pode causar uma síndrome respiratória aguda.

Até ao momento, todos os casos registados estavam a bordo do navio.

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