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Apenas alguns dias após a chegada das primeiras unidades ao país, em maio, a Força Aérea da Polónia colocou oficialmente em serviço os seus primeiros caças furtivos F-35A “Husarz”, assinalando a entrada operacional destas novas aeronaves de 5.ª geração. A cerimónia, realizada na 32.ª Base Aérea Táctica, marcou simbolicamente o arranque de uma nova fase nas capacidades defensivas polacas e reforçou o processo de modernização e fortalecimento militar conduzido por Varsóvia no flanco oriental da OTAN.
Cerimónia de entrada ao serviço e voo simbólico
O evento foi acompanhado por um voo simbólico dos F-35 sobre as cidades de Gdańsk, Varsóvia e Cracóvia, ligando locais emblemáticos da história e do presente da Polónia como parte de uma receção nacional às novas aeronaves. O Ministério da Defesa sublinhou que o “Husarz” representa muito mais do que um avião, descrevendo-o como um sistema capaz de integrar informação, processá-la e disponibilizar uma imagem unificada do campo de batalha, reforçando não só a Força Aérea, mas também o conjunto das Forças Armadas polacas e os seus aliados.
Designação “Husarz” e ligação à tradição militar polaca
A cerimónia incluiu ainda o batismo oficial das aeronaves com a designação “Husarz”, em homenagem à lendária cavalaria pesada polaca, protagonista de algumas das campanhas militares mais marcantes entre os séculos XVI e XVIII. A escolha do nome procurou simbolizar a passagem da aviação militar do país para uma nova geração de capacidades de combate, associando a tradição histórica polaca à incorporação de tecnologia de ponta.
F-35A “Husarz” na Força Aérea da Polónia: papel, doutrina e integração
Na sua intervenção, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, Władysław Kosiniak-Kamysz, destacou que a chegada dos F-35 integra uma transformação mais ampla das capacidades militares nacionais. Nesse contexto, afirmou que “o F-35 é um centro de operações de comando e controlo, que gere tanto sensores como efetores, processa informação e transmite-a a outros tipos de equipamento militar e a outros soldados para que possam tomar decisões”. Acrescentou ainda que a guerra moderna exige a integração de inteligência artificial, drones, sistemas anti-drones e armamento de precisão com meios convencionais como tanques, helicópteros, obuses autopropulsados e aeronaves de última geração, formando uma força mais interligada e eficiente.
Atualmente, a Polónia tem três F-35A no seu território, enquanto outras aeronaves continuam a ser utilizadas nos EUA para concluir a formação de pilotos e de pessoal técnico, tendo já acumulado mais de 1000 horas de voo. Segundo as autoridades polacas, novas entregas deverão chegar à base de Łask nos próximos meses; depois disso, serão incorporadas mais doze unidades no próximo ano, até perfazer uma frota total de 32 F-35A Husarz, objetivo estabelecido no programa de reequipamento da Força Aérea.
A introdução destes caças resulta do contrato assinado em janeiro de 2020, avaliado em aproximadamente 4.800 milhões de euros, que prevê a compra de 32 aeronaves, simuladores, programas de formação e 33 motores adicionais, com entregas faseadas até 2030. Com este passo, a Polónia tornou-se o primeiro operador do F-35 no flanco oriental da OTAN e acelera a substituição progressiva dos seus veteranos MiG-29 e Su-22 de origem soviética - uma transição intensificada após a invasão russa da Ucrânia, em 2022 - com vista a consolidar uma capacidade de dissuasão alinhada com os desafios estratégicos atuais.
Créditos das imagens: Força Aérea e Ministério da Defesa da Polónia.
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