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Portugal reforça a deteção precoce de ébola após PHEIC da OMS na RDC

Funcionária em máscara a medir temperatura a passageira no aeroporto, com painéis e passageiros ao fundo.

Medidas da DGS em Portugal para deteção precoce de ébola

Portugal apertou os procedimentos de vigilância para identificar precocemente eventuais casos de ébola que possam ser importados, na sequência do surto na República Democrática do Congo, considerando a Direção-Geral da Saúde (DGS) que o risco de infeção na Europa é muito baixo.

Em resposta à agência Lusa, a DGS explicou: "Perante declarações de PHEIC pela OMS, Portugal, como a maioria dos países não diretamente afetados, reforça a deteção precoce de casos potencialmente importados".

De acordo com a autoridade de saúde, estão a ser revistas e atualizadas as medidas já existentes de preparação e resposta para potenciais casos importados, sustentadas nas orientações da DGS para o ébola e em consonância com as recomendações do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), no que diz respeito a viajantes e a pessoas regressadas dos países afetados.

A DGS referiu ainda que foi igualmente reforçada a capacidade laboratorial para a identificação de eventuais infeções.

Avaliação do risco na UE/EEE

A DGS salientou também que os casos foram comunicados em zonas do norte e do leste da RDC - Rwampara, Mongbwalu e Bunia - cuja fronteira mais próxima é a do Uganda, a milhares de quilómetros de Angola, país com elevada mobilidade de passageiros para Portugal.

"Para as pessoas que vivem na UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu], a probabilidade de infeção é considerada muito baixa, dada a muito baixa probabilidade de importação e transmissão secundária na Europa", realçou a DGS.

A autoridade de saúde mantém em vigor uma orientação sobre o ébola de 2019, período em que também ocorreu um surto da doença na República Democrática do Congo.

Surto na República Democrática do Congo e resposta internacional

No domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglês), depois de terem sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), além de dois outros óbitos no vizinho Uganda.

Após a declaração da OMS, vários países africanos intensificaram os controlos sanitários e procederam ao encerramento de fronteiras, como aconteceu com o Ruanda.

Entretanto, a República Democrática do Congo anunciou a abertura de três centros de tratamento para o vírus ébola na província oriental de Ituri, na sequência do surto com uma variante para a qual não existem terapêuticas nem vacinas aprovadas, ao mesmo tempo que a OMS enviou especialistas e material para apoiar o combate à propagação da doença.

O que é o vírus ébola e como se transmite

O vírus ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e pode causar febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. Segundo a OMS, a taxa de mortalidade associada ao vírus varia entre 25% e 90%.

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