Os benfiquistas entraram a todo o gás, com três golos que, ainda assim, não bastaram para recuperar o segundo lugar na Liga.
Entrada fulminante do Benfica frente ao Estoril
O Benfica impôs-se ao Estoril por 3-1, numa noite em que tudo começou a correr bem e acabou marcada por tristeza e frustração. A superioridade das águias ficou praticamente sentenciada logo de início, com os três golos a surgirem nos primeiros 16 minutos, mas o desfecho da época não trouxe o objetivo desejado: a equipa não conseguiu fechar no segundo lugar, que lhe daria acesso à Liga dos Campeões.
Ainda assim, ficou uma exibição conseguida, tanto a nível coletivo como nas prestações individuais, com um Benfica a mostrar, desde cedo, que mantinha viva a crença na Champions. Aos sete minutos, Richard Ríos abriu o marcador na sequência de um cruzamento de Schjelderup. Pouco depois, Bah fez o 2-0, aproveitando uma assistência de Tomás Araújo. E, menos de dois minutos volvidos, Rafa ampliou para 3-0.
Domínio total e ambição travada pelo resultado do Sporting
Sem argumentos para responder, o Estoril passou grande parte do tempo a assistir ao que o Benfica produzia, incapaz de desenhar uma reação. A equipa orientada por José Mourinho foi avassaladora no plano ofensivo e, antes do intervalo, ainda dispôs de várias ocasiões para alargar a vantagem.
Contudo, o facto de o Sporting - que jogava à mesma hora - estar também a vencer com conforto acabou por arrefecer a ambição das águias, à medida que se tornava mais difícil alcançar o tal segundo lugar.
Segunda parte menos eficaz, golo tardio do Estoril e época sem troféus
Na segunda parte, o Benfica manteve a intensidade, mas já não conseguiu repetir a eficácia dos primeiros 45 minutos. Mourinho mexeu no ataque, lançando Lukebakio, Leandro Barreiro e Bruma, mas a finalização voltou a falhar - ao contrário do que aconteceu com o Estoril.
Aos 90+1 minutos, o recém-entrado Peixinho assinou um belo golo que reduziu para 3-1 e tornou o resultado mais suave, depois de várias ameaças de um desfecho ainda mais pesado para a equipa da casa.
No fim, José Mourinho despediu-se com um triunfo numa temporada muito abaixo das expetativas e sem qualquer troféu. Do lado de Rui Costa, foi igualmente um ano para esquecer, num contexto de fortes críticas dos adeptos e com uma época futura que terá, de novo, de ser construída praticamente do zero. Ainda assim, e ao contrário do que sucedeu no último jogo frente ao Braga, não se ouviu contestação: os adeptos apoiaram durante os 90 minutos.
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