Um mergulhador de resgate nas Maldivas, envolvido nas buscas pelos corpos de quatro italianos que se afogaram no pior desastre de mergulho alguma vez registado neste destino turístico do oceano Índico, morreu também, comunicaram este sábado as autoridades.
"O sargento Mohamed Mahudhy foi levado para o hospital em estado crítico após ter emergido durante a operação de busca, mas faleceu posteriormente enquanto recebia tratamento", informou a MNDF em comunicado.
Buscas pelos italianos no Atol de Vaavu
As equipas da Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF) estavam, pelo terceiro dia seguido, a procurar os italianos que não regressaram após um mergulho na quinta-feira, segundo as autoridades. Ainda nesse dia, foi encontrado um dos corpos do grupo de cinco.
Apesar do mau tempo, as operações de busca mantêm-se no terreno.
A Universidade de Génova indicou que, entre as vítimas, estavam uma professora de biologia marinha, a sua filha e dois jovens investigadores.
Investigação ao mergulho abaixo dos 30 metros
O porta-voz do Governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, disse que foi aberta uma investigação para apurar por que motivo o grupo desceu além da profundidade oficialmente permitida de 30 metros.
Licença de funcionamento suspensa
O corpo de um mergulhador, ainda não identificado publicamente, foi encontrado numa gruta a 60 metros de profundidade.
No início deste sábado, as Maldivas suspenderam a licença de operação de uma embarcação de luxo onde os italianos realizavam o mergulho.
"O Ministério do Turismo e da Aviação Civil suspendeu por tempo indeterminado a licença de operação da embarcação de mergulho MV Duke of York, enquanto se aguarda o resultado da investigação sobre o incidente de mergulho ocorrido no Atol de Vaavu no dia 14 de maio", informou a tutela.
O Duke of York é um barco de luxo de 36 metros, com capacidade para 25 hóspedes.
Na quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália confirmou a morte de todos os cinco cidadãos italianos.
As Maldivas, um arquipélago com 1.192 pequenas ilhas de coral distribuídas por cerca de 800 quilómetros ao longo da linha do Equador, no oceano Índico, são um destino de férias de luxo muito procurado por mergulhadores, que frequentemente ficam alojados em resorts isolados ou em barcos de mergulho.
Os acidentes associados ao mergulho e a desportos aquáticos são relativamente pouco comuns neste país do Sul da Ásia, embora, nos últimos anos, tenham sido registados vários incidentes mortais.
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