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Polícia de Israel mata palestiniano em Qalandia, a norte de Jerusalém

Polícia a controlarem uma cena investigativa com várias pessoas e viaturas atrás da fita amarela de isolamento.

Ocorrência em Qalandia envolvendo a polícia de Israel

A polícia de Israel anunciou hoje que matou um palestiniano na localidade cisjordana de Qalandia, a norte de Jerusalém, depois de o homem, segundo a versão israelita, ter disparado contra agentes com uma "arma de fogo de grande porte".

Num comunicado, a força policial referiu que os seus elementos, que se preparavam para uma "atividade operacional" naquela área, reagiram de imediato ao que descrevem como um ataque e "neutralizaram o terrorista".

De acordo com a mesma nota, não houve baixas do lado israelita. O comunicado inclui ainda uma imagem desfocada na qual se vê um homem caído no chão, com uma poça de sangue junto à cabeça, enquanto três agentes israelitas armados permanecem a poucos metros.

Relatos palestinianos e identificação da vítima em Qalandia

Um porta-voz do Crescente Vermelho Palestiniano disse à agência noticiosa espanhola EFE que as forças israelitas impediram a entrada das ambulâncias no local e levaram o corpo da vítima.

"Ayman Rafiq Muhammad al-Hashlamoun, 30 anos, morreu às mãos das forças de ocupação israelitas", indica um comunicado do Ministério da Saúde Palestiniano, acrescentando que o homem foi morto nas imediações do campo de refugiados de Qalandia, junto ao muro de separação entre a Cisjordânia e o norte de Jerusalém.

A agência oficial palestiniana WAFA, por seu lado, noticiou que as forças israelitas levaram a cabo uma incursão no campo de refugiados de Qalandia.

Ainda segundo a WAFA, os agentes entraram no instituto de formação profissional da zona e dispararam gás lacrimogéneo, granadas atordoantes e munições reais.

Outros incidentes e números recentes na Cisjordânia

O Crescente Vermelho disse também ter prestado assistência a um adolescente de 16 anos, atingido no abdómen por uma bala de borracha disparada por tropas israelitas junto ao muro do campo de refugiados de Aida, igualmente na Cisjordânia ocupada.

A organização não-governamental acrescentou que as suas equipas transportaram o menor, que estava em estado crítico, para o hospital.

De acordo com a organização palestiniana Comissão de Resistência contra o Muro e os Colonatos, as tropas israelitas e os colonos realizaram 1819 ataques na Cisjordânia apenas no passado mês de março.

Desde o início de 2026, mais de 37 palestinianos morreram devido a fogo israelita naquele território palestiniano ocupado, segundo a contagem da organização não-governamental israelita B'Tselem.

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