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Barómetro da ACP traça mobilidade na Área Metropolitana do Porto (AMP)

Dois jovens a olhar pela janela do comboio, com vista para o rio e casas ao pôr do sol.

Deslocações quase diárias na Área Metropolitana do Porto (AMP)

Nove em cada dez residentes da Área Metropolitana do Porto (AMP) precisam de sair de casa todos, ou quase todos, os dias da semana, segundo um Barómetro da ACP sobre mobilidade. Para uma parte significativa (29%), chegar ao destino obriga a percorrer mais de 10 quilómetros. Se a deslocação for avaliada pelo tempo, 27% demoram mais de meia hora no trajecto. Entre quem se desloca por motivos profissionais, o peso destes números é ainda maior.

Barómetro da ACP sobre mobilidade: amostra e enquadramento

O levantamento às tendências de mobilidade nos 17 municípios que integram a Área Metropolitana do Porto (AMP) foi conduzido pelo Automóvel Clube de Portugal, com base em 1150 inquéritos aplicados pela Pitagórica a cidadãos com 18 ou mais anos - um universo aproximado de 1,5 milhões de pessoas. As conclusões indicam que três quartos da população têm deslocações todos os dias da semana e que quase dois terços (64%) se movem, sobretudo, para trabalhar.

Mais de 20 quilómetros para chegar ao trabalho

É precisamente entre os trabalhadores que se acumulam mais dificuldades, quer em quilómetros percorridos quer no tempo necessário. Ainda assim, a fatia maior de quem sai de casa para trabalhar faz percursos até 10 quilómetros (61%). Tomando a Rotunda da Boavista, no Porto, como ponto de referência, Rio Tinto (Gondomar), Leça da Palmeira (Matosinhos) e Canelas (Gaia) situam-se a cerca de 10 quilómetros por estrada.

Apesar disso, 38% precisam de ir mais longe para chegar ao emprego: 21% percorrem entre 11 e 20 quilómetros e 17% ultrapassam as duas dezenas de quilómetros. Mantendo a Rotunda da Boavista como referência, 20 quilómetros correspondem, sensivelmente, à distância por estrada até à Trofa, a Vila do Conde ou a Espinho.

Metade dos estudantes gastam mais de meia hora

Quando a comparação é feita em minutos, as deslocações por motivos de trabalho continuam a revelar maior esforço do que as realizadas para compras e serviços, lazer ou apoio à família. Entre os trabalhadores, 42% demoram entre 15 e 30 minutos no trajecto (sem esquecer que, além da ida, existe o regresso), enquanto 30% necessitam de mais tempo do que esse.

Mais "cara" é a deslocação de quem sai de casa para estudar: 51% dos estudantes precisam de mais de meia hora e 13% ultrapassam uma hora, voltando a contar a duplicar, dado que existe ida e volta ao domicílio (presumivelmente, trata-se sobretudo de estudantes universitários, uma vez que o inquérito abrange apenas pessoas com 18 ou mais anos).

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