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Irão nega acordo de paz iminente com os EUA e aponta Estreito de Ormuz

Homem de fato sentado numa sala com vista para o mar, a analisar documentos e um mapa sobre uma mesa com modelo de navio.

Negociações Irão-EUA: avanços sem assinatura iminente

Responsáveis do regime da República Islâmica do Irão afastaram esta segunda-feira a ideia de que esteja para breve um acordo de paz com os Estados Unidos da América (EUA), justificando essa cautela com as “constantes mudanças” nas posições de Washington, embora admitam progressos nas conversações.

“É verdade que chegámos a conclusões sobre muitas questões em discussão, mas isso não significa que a assinatura de um acordo esteja iminente”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Ismail Bagaei, durante uma conferência de imprensa.

O mesmo responsável voltou a frisar que as negociações estão centradas no fim da guerra e não no programa nuclear iraniano, tema que, segundo disse, ficará para um momento posterior.

Washington diz estar perto de um entendimento “sólido”

Do lado norte-americano, os EUA indicaram hoje que estarão próximos de alcançar um acordo “sólido” com o Irão, depois de o presidente Donald Trump ter, na véspera, reduzido as expectativas quanto a um entendimento iminente.

“Temos o que considero ser algo bastante sólido em cima da mesa no que diz respeito à capacidade deles para abrir o estreito” de Ormuz, mas também “de entrar em negociações” sobre o programa nuclear iraniano, declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Nova Deli.

Conflito regional e efeitos no Estreito de Ormuz

O conflito, que teve início a 28 de fevereiro na sequência de um ataque norte-americano e israelita ao Irão, estendeu-se a grande parte do Médio Oriente e provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano. Nesse contexto, o movimento pró-iraniano Hezbollah juntou-se às hostilidades no começo de março, ao atacar território israelita.

Apesar de estar em vigor, desde 8 de abril, um cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, a economia mundial continua a sentir o impacto do quase bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, imposto por iniciativa iraniana há quase três meses.

Não cobra portagens mas “serviços de navegação”

O Irão esclareceu ainda que aplica taxas por “serviços de navegação”, e não portagens, aos navios que atravessam o Estreito de Ormuz.

“Os serviços prestados, designadamente os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para a proteção do ambiente do estreito de Ormuz, do golfo Pérsico e do mar de Omã, exigem a cobrança de determinadas taxas”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana.

O Irão “não procura cobrar portagens”, disse Esmail Baghai, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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