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PCP indica Bernardino Soares para o Pacto Estratégico para a Saúde e critica Adalberto Campos Fernandes

Homem sentado à mesa discute com duas pessoas num escritório com documentos e estetoscópio sobre a mesa.

Participação do PCP no Pacto Estratégico para a Saúde

O PCP anunciou este sábado que vai indicar o antigo deputado Bernardino Soares para representar o partido no Pacto Estratégico para a Saúde promovido pelo presidente da República.

Apesar da participação, os comunistas deixaram críticas tanto à iniciativa como à escolha do coordenador.

Críticas à iniciativa de António José Seguro

Num comunicado, o PCP sustenta que a proposta do presidente da República, António José Seguro, para a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde, "independentemente do sentido e intenção posta na iniciativa, não conduzirá ao que se impõe e exige quanto a uma verdadeira política de valorização do SNS e dos seus profissionais".

O partido refere ter já comunicado ao chefe de Estado que o pacto "que se imagina poder alcançar, visando estabilidade e previsibilidade capaz de superar ciclos eleitorais", acabará por se traduzir "num novo e mais formalizado plano de ataque ao SNS e de favorecimento aos grupos económicos que fazem da doença um negócio", tendo em conta o atual quadro político.

"De facto, não é crível que aqueles que tudo têm feito para atacar o SNS e comprometer o direito à Saúde consagrado na Constituição da República sejam componente séria para encontrar as respostas que o reforcem e afirmem como garantia primeira e principal desse direito. Tal iniciativa poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas, mas não contribuirá para garantir a sua defesa e valorização", consideram os comunistas.

Coordenação e restantes indicações partidárias

O PCP acrescenta que também transmitiu ao presidente da República a sua discordância quanto à nomeação de Adalberto Campos Fernandes para coordenar o pacto, frisando que o antigo ministro da Saúde é conhecido pelo "seu posicionamento e visão favoráveis a um crescente papel dos grupos económicos no setor".

"Reafirmando a sua convicção de que o principal e verdadeiro "Pacto" sobre o SNS é a Constituição da República e o seu cumprimento, e sem prejuízo das opiniões e dúvidas expressas, o PCP indicou Bernardino Soares para contactos para o efeito", conclui o partido.

Quanto às restantes forças políticas, o PSD apontou o deputado e ex-bastonário da Ordem dos Médicos Miguel Guimarães; a IL escolheu a deputada Joana Cordeiro; o PS indicou a antiga ministra Mariana Vieira da Silva; o Chega designou a deputada Marta Silva; e o Livre o deputado Paulo Muacho.

A 24 de abril, o presidente da República anunciou que tinha selecionado o médico e antigo ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a elaboração de um Pacto Estratégico para a Saúde, proposta que apresentou durante a campanha eleitoral para um setor que considera prioritário.

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