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A Anduril apresentou na AUSA 2025 o seu novo sistema EagleEye: uma família modular, suportada por inteligência artificial, que coloca comando de missão (mission command), visão digital e funcionalidades de sobrevivência directamente no capacete do combatente. Em demonstração hoje no stand da empresa, a solução junta planeamento de missão, um HUD (heads-up display) para uso diurno e nocturno e protecção balística leve, com o objectivo de reduzir a carga física e cognitiva do militar, ao mesmo tempo que o liga à rede de sensores do campo de batalha.
Anduril EagleEye como nó da rede táctica
O EagleEye foi pensado para transformar cada combatente num nó ligado à rede táctica. Para isso, agrega planeamento, percepção aumentada e controlo de meios não tripulados numa arquitectura leve e “nativa do capacete” que, segundo a Anduril, reforça a protecção e melhora a eficácia operacional. Palmer Luckey, fundador da empresa, descreveu o projecto como a concretização do conceito de “um companheiro de IA” dentro do visor do operador: “Não queremos dar novas ferramentas, estamos a dar um novo companheiro”, afirmou no anúncio oficial.
Planeamento de missão e comando no capacete
No que toca ao que disponibiliza ao utilizador, o EagleEye integra um quadro 3D colaborativo, de grande detalhe, para o planeamento de missão, permitindo ensaiar manobras, coordenar deslocações e ancorar transmissões de vídeo no terreno em tempo real. De acordo com a empresa, esta funcionalidade ajuda a construir uma imagem operacional comum tanto antes como durante a missão, favorecendo a sincronização entre elementos diferentes destacados na área de operações.
Percepção, HUD e blue force tracking
No domínio da percepção, o sistema inclui um HUD opticamente transparente para utilização diurna e um HUD digital para visão nocturna. Acrescenta ainda uma abordagem avançada de blue force tracking que posiciona com precisão os camaradas no espaço tridimensional (por exemplo, o andar e o sector dentro de um edifício), em vez de os representar apenas como pontos num mapa 2D. A integração com a rede Lattice da Anduril permite fundir fontes em tempo real para detectar e acompanhar ameaças, mesmo quando a linha de visão directa está obstruída pelo terreno ou por estruturas.
Sobrevivência, sensores e ergonomia
A sobrevivência é outro pilar do desenho. O EagleEye incorpora uma estrutura com protecção balística superior à tradicional (beyond-full-cut) e mitigação de ondas de explosão, bem como sensores traseiros e laterais para visão alargada, áudio espacial e detecção de RF para alertas precoces. A Anduril sustenta que a ergonomia e o equilíbrio do conjunto reduzem a fadiga e mantêm os sensores alinhados com o centro de gravidade do utilizador - factores considerados essenciais para um uso prolongado em operações reais.
Conectividade, controlo e modularidade do sistema
Ao nível da conectividade e do controlo, o EagleEye reúne ferramentas de rede e de comando num sistema corporal que permite ao operador atribuir tarefas a UAV, solicitar fogos e comandar robots enquanto se mantém em movimento. A malha de rede Lattice foi concebida para assegurar resiliência de C2 em ambientes DDIL (denied, degraded, intermittent, limited), garantindo continuidade operacional mesmo sob interferência ou degradação das ligações por satélite.
A Anduril destacou ainda uma filosofia “software-first” e a modularidade do produto. O EagleEye terá variantes de capacete, viseira e óculos, e foi desenvolvido em associação com actores comerciais - entre eles a Meta, a OSI, a Qualcomm e a Gentex - para tirar partido de tecnologias maduras de realidade aumentada, computação robusta, sensores e capacetes balísticos. Segundo a empresa, esta cooperação acelera o desenvolvimento, baixa os custos e viabiliza actualizações contínuas do sistema.
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