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Armada Argentina realiza o SMEREX 2025 de escape e salvamento submarino

Submarino com tripulação a bordo recebendo um pequeno submarino laranja no mar aberto.

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Mar del Plata - A Armada Argentina realizou o exercício de escape e salvamento submarino SMEREX 2025, inserido no Plano Anual do Comando da Força de Submarinos, com a finalidade de treinar e aprontar as suas unidades para a eventualidade de um submarino sinistrado (DISSUB).

Enquadramento do SMEREX 2025 e entidades envolvidas

O adestramento foi organizado em três fases - incidente, escape e sobrevivência. Estiveram envolvidos o Comando da Força de Submarinos, o submarino ARA “Salta” e a Escola de Submarinos (ESSU), com apoio da Escola de Mergulho (ESBU), do Arsenal Naval Mar del Plata, da Divisão de Patrulhamento Marítimo e do Agrupamento de Mergulhadores Tácticos.

A actividade foi acompanhada pelo International Submarine Escape and Rescue Liaison Office (ISMERLO), organismo internacional vocacionado para a partilha de experiências e para o desenvolvimento de tecnologias de escape e salvamento submarino. Foram igualmente incorporadas lições e práticas partilhadas no Submarine Escape and Rescue Working Group (SMERWG) e nos exercícios Cartago da Armada Espanhola.

O comandante da Força de Submarinos, Capitão-de-Mar-e-Guerra Pablo Manuel Gabriel Garay, sublinhou “a preparação técnica e o treino em cenários complexos permitem-nos consolidar a capacidade de resposta a emergências e reforçar a segurança das nossas tripulações”.

Acrescentou ainda que “o Comando da Força de Submarinos trabalha dia após dia com os olhos postos no futuro. Estes exercícios não só nos permitem manter um bom nível de adestramento, como também são fundamentais para estarmos preparados para uma futura incorporação de unidades submarinas”.

Desenvolvimento do exercício

Na primeira fase, parte da guarnição do ARA “Salta”, sob comando do Capitão-de-Fragata Pablo María Fernando Lezcano, executou procedimentos de controlo de avarias no Adestrador de Controlo de Avarias para Submarinos (ACASUB), simulando uma avaria interna a bordo.

A segunda fase teve lugar na Escola de Mergulho, onde equipas de quatro tripulantes realizaram escapes sucessivos a partir de um submarino simulado, assentado a 50 metros de profundidade. Em seguida, o pessoal especializado em medicina hiperbárica da ESBU efectuou a triagem médica, enquanto o gabinete interdisciplinar da ESSU conduziu a abordagem psicológica. Depois disso, os participantes foram encaminhados para a câmara hiperbárica, para uma descompressão simulada.

Na terceira fase, a dotação treinou o abandono da unidade por salto para a água, o desdobramento de balsas salva-vidas, a natação utilitária em grupo e técnicas de sobrevivência no mar, incluindo a utilização de sinais pirotécnicos de marcação. Todas as etapas foram conduzidas pelo Tenente-de-Fragata Damián Espinosa, com a meta de reproduzir condições realistas num ambiente controlado.

Após cada fase, os participantes receberam apoio médico e psicológico, assegurando uma abordagem integrada que contemplou dimensões técnicas, operacionais e humanas. No final, o Capitão Lezcano destacou que “cada experiência vivida durante as fases de adestramento acrescenta à preparação do nosso pessoal e permite-nos manter uma força com elevados padrões de profissionalismo e compromisso”.

Cooperação regional e formação de submarinistas

Antecedentes de cooperação regional

Em Julho, uma delegação de oficiais e sargentos submarinistas da Armada Argentina participou num programa intensivo de formação na Força de Submarinos da Marinha de Guerra do Peru, realizado na Base Naval do Callao.

Durante o intercâmbio, o efectivo argentino treinou em simuladores tácticos e de engenharia da Escola de Submarinos do Peru, com práticas de ataque, utilização de periscópios, manobras de imersão, snorkel e navegação à superfície. Realizaram também treinos no simulador de controlo de avarias e no simulador de disjuntores automáticos, e participaram no embarque de torpedos no submarino BAP Chipana (SS-34), bem como em testes a bordo dos submarinos IKL-209 Islay (SS-35) e Arica (SS-36).

O adestramento incluiu ainda formação no sistema de periscópios SERO-250 e a apresentação do sistema integrado de controlo de tiro e sensores KALLPA, uma tecnologia desenvolvida pela Marinha de Guerra do Peru que melhora a identificação de contactos e a tomada de decisões tácticas.

A concretização do SMEREX 2025, a par do intercâmbio com a Marinha de Guerra do Peru, reforça o treino do pessoal submarinista argentino e ajuda a manter padrões operacionais nesta capacidade estratégica para o país, ainda que limitada.

Imagens obtidas junto da Armada Argentina.

A equipa editorial procura integrar um correspondente em Espanha e no México.


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