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Onda de calor na Europa: anticiclone africano leva 40 graus

Mulher protege olhos do sol num dia quente de 40 graus, segurando água e ventilador portátil numa praça com fonte.

O arranque do verão está a ser marcado por uma onda de calor na Europa, com vários países a registarem máximas a rondar os 40 graus.

Origem da onda de calor na Europa

De acordo com meteorologistas citados pela imprensa internacional, este episódio está a ser alimentado por uma massa de ar muito quente proveniente do deserto do Saara, em África, que avança para Norte empurrada por um sistema de altas pressões conhecido como "anticiclone africano".

Esse padrão de altas pressões deu origem a uma "cúpula de calor", que retém o ar quente e mantém vastas zonas da Europa central e ocidental sob temperaturas extremas. Trata-se da segunda onda de calor do ano no continente, após um período de calor elevado no mês passado, e já está a provocar constrangimentos em vários países.

Impacto imediato em França e Alemanha

Em França, cerca de um terço do território encontra-se sob "alerta vermelho", com valores acima de 40 graus, e as previsões para hoje indicam que as temperaturas poderão ainda subir. O Governo francês colocou em prontidão os serviços de emergência e as forças militares para responder a incêndios florestais, cancelou alguns eventos desportivos ao ar livre e impôs limites ao consumo de álcool em público nas áreas em "alerta vermelho", com o objectivo de "preservar os serviços de emergência e permitir que os profissionais de saúde se concentrem em cuidar dos mais vulneráveis". Por outro lado, o risco de sobreaquecimento nas linhas férreas levou ao cancelamento de 71 comboios intercidades.

Na Alemanha, os meteorologistas apontam para máximas entre 37 e 39 graus nos próximos dois dias e alertam para a possibilidade de trovoadas severas e chuva intensa. Ontem, devido a precipitação e ventos fortes, os organizadores do Torneio de Ténis de Berlim interromperam a final feminina, disputada entre Jessica Pegula e Linda Noskova.

Alerta vermelho

Em Itália, após vários dias com temperaturas superiores a 35 graus, foi emitido "alerta vermelho" para oito cidades, incluindo Bolonha, Florença, Milão e Turim, no Norte do país.

Em Espanha, onde os termómetros ultrapassam os 40 graus centígrados em várias regiões da Península Ibérica, grande parte do mapa está sob avisos laranja ou "alerta vermelho". As autoridades espanholas prevêem que o tempo excepcionalmente quente se mantenha até meados da semana.

Consequências para a saúde e medidas recomendadas

Segundo o gabinete europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 mil pessoas, em toda a Europa, morreram por causas associadas ao calor nos últimos quatro anos. A OMS acrescentou que a maioria destas mortes poderia ter sido evitada.

As previsões apontam para um verão com mais períodos acima da média, o que aumenta o risco de exaustão por calor e de insolação potencialmente fatal. O gabinete da OMS na Europa apelou a países e instituições para a implementação de planos de resposta ao calor, como a abertura de centros de refrigeração e a criação de pausas ou horários flexíveis que permitam aos trabalhadores evitar a exposição ao sol ao meio-dia.

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