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Portugal só fez melhor do que Cabo Verde nos remates na primeira jornada do Mundial 2026; Roberto Martínez deve mexer no ataque frente ao Uzbequistão

Jogadores de futebol da seleção portuguesa em treino, com um a explicar tática num campo ao ar livre.

Portugal entrou no Mundial 2026 com uma exibição muito aquém do desejável frente à RD Congo - e o empate acabou por disfarçar mais do que aquilo que o jogo mostrou. Mesmo aceitando que as estatísticas nem sempre explicam tudo, basta comparar os números das 24 partidas da primeira jornada da fase de grupos para se perceber o quão pouco produtivo foi o futebol ofensivo da seleção nacional.

Remates de Portugal no Mundial 2026: um registo ofensivo curto

No conjunto das 48 seleções presentes, Portugal praticamente só não foi o pior em termos de capacidade atacante: apenas Cabo Verde apresentou números ainda mais pobres. E convém sublinhar o contexto: os "tubarões azuis", estreantes num Campeonato do Mundo, mediram forças com a Espanha, atual campeã europeia, e entraram com um objetivo claro - cumprido - de segurar o 0-0 durante os 90 minutos.

Ainda assim, frente aos congoleses, Portugal terminou com apenas um remate enquadrado (o do golo de João Neves) e sete tentativas no total. Cabo Verde ficou-se por seis remates, também com um à baliza. Já a Argélia, goleada pela Argentina (3-0), fechou o encontro com exatamente os mesmos números da equipa das quinas: um remate enquadrado em sete.

Comparação com outras seleções na primeira jornada

Por muito improvável que pareça, é mesmo assim: equipas como a África do Sul (dois remates à baliza do México), o Haiti (dois remates à baliza em 15 frente à Escócia) ou o Iraque (um enquadrado em 11 no duelo com a Noruega) acabaram os respetivos jogos com mais remates do que Portugal.

Importa, porém, acrescentar uma diferença: todas essas seleções saíram derrotadas na ronda inaugural, enquanto Portugal somou um ponto no arranque do Grupo K.

Roberto Martínez pondera mexidas no ataque contra o Uzbequistão

Para inverter este cenário, Roberto Martínez deverá mexer na frente de ataque no encontro de depois de amanhã com o Uzbequistão, novamente em Houston. Entre os possíveis titulares surgem Francisco Conceição, João Félix ou Trincão - o primeiro entrou ao intervalo diante da RD Congo, ao passo que os outros dois não foram utilizados.

Em aberto está também a perda de lugar no onze por parte de Bernardo Silva e Pedro Neto, ambos substituídos na quarta-feira.

Cristiano Ronaldo mantém estatuto de titular

Quanto a Cristiano Ronaldo, há muito que se percebe que o selecionador espanhol não é adepto de o deixar fora do onze inicial. Assim, o capitão continua praticamente garantido entre os escolhidos, numa fase em que procura voltar aos golos - algo que não consegue há quatro jogos consecutivos e que também lhe tem escapado nos últimos dez encontros em fases finais de Mundiais e Europeus.

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