A Rússia deu início à produção em série do novo drone FPV “Matrioshka”, um sistema orientado para operações tácticas que aposta num formato dobrável e em soluções de armazenamento em contentores tubulares, avançou hoje a agência estatal TASS.
Produção em série do drone FPV “Matrioshka”
Segundo a informação divulgada, o desenvolvimento é da empresa Kravt, sediada em São Petersburgo, em parceria com o Centro de Sistemas não Tripulados e Tecnologias (CBST), entidade que reúne iniciativas ligadas ao emprego de drones nas Forças Terrestres russas. Em particular, o sistema já terá entrado na fase de produção em série, com vista à sua distribuição por unidades operacionais.
Contentores tubulares, braços dobráveis e prontidão operacional
Um dos elementos diferenciadores do “Matrioshka” é a configuração com braços dobráveis, concebida para permitir que o drone seja guardado num contentor específico desenvolvido para transporte e armazenamento. Este tubo não serve apenas fins logísticos: inclui também sistemas destinados a manter a carga das baterias em níveis ideais e, inclusive, a fornecer aquecimento - uma capacidade relevante para utilização em condições meteorológicas adversas.
De acordo com a descrição apresentada, o conceito de emprego prevê a entrega dos drones em pacotes que incluem vários contentores ligados a uma rede externa de alimentação. Cada conjunto poderá acomodar até 29 drones prontos para serem empregados, permitindo às unidades encurtar o tempo de preparação e ter sistemas em condições de combate num intervalo muito reduzido.
Arquitectura modular e opções de comunicação
No plano da arquitectura, o “Matrioshka” integra um conector universal modular, o que, em teoria, facilita a adaptação de diferentes sistemas de comunicações conforme o ambiente radioeléctrico e a natureza da missão. Entre as alternativas referidas está a instalação de módulos de ligação de dados convencionais ou, em alternativa, o recurso a bobinas de fibra óptica - uma solução que tem vindo a observar-se no conflito na Ucrânia para reduzir o impacto de interferências electrónicas.
Importa sublinhar que o drone se enquadra na categoria FPV (First Person View), amplamente utilizada no conflito russo-ucraniano em missões de ataque directo, reconhecimento de curta distância e neutralização de alvos tácticos. Nesta linha, o desenho pretende reforçar a disponibilidade imediata na primeira linha, bem como aumentar a flexibilidade de emprego em cenários distintos. O próprio CBST apontou semelhanças com desenvolvimentos ocidentais recentes, como o drone dobrável Hammer F1 da empresa norte-americana Vector, embora tenha salientado que o sistema russo acrescenta soluções específicas associadas ao armazenamento e à manutenção.
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