Marinha Argentina encerra a operação “Mare Nostrum VII” no Atlântico Sul
No âmbito das suas missões permanentes de vigilância e controlo dos espaços marítimos, a Marinha Argentina deu por concluída a operação “Mare Nostrum VII”, conduzida pelo Comando Conjunto Marítimo, na dependência do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A acção teve como prioridade reforçar a presença operativa no Atlântico Sul e proteger os recursos naturais existentes na Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA).
Patrulhamento, identificação de embarcações e ocorrências na ZEEA
Ao longo da operação, meios navais e aeronaval efectuaram patrulhas alargadas de controlo e reconhecimento, que possibilitaram identificar mais de 405 navios de pesca e de apoio logístico a operar nas imediações do limite marítimo nacional. Como resultado das tarefas de monitorização, foram detectadas quatro embarcações que entraram na ZEEA em alegada actividade de pesca ilegal; estes episódios foram registados e comunicados à Subsecretaria das Pescas da Nação, para os procedimentos adequados ao abrigo da legislação em vigor.
Meios empregados pela Marinha Argentina: ARA “Contra-almirante Cordero” (P-54) e P-3C Orion
Entre os recursos em destaque, a Marinha Argentina recorreu ao patrulheiro oceânico ARA “Contra-almirante Cordero” (P-54), pertencente à Divisão de Patrulha Marítima da Área Naval do Atlântico, bem como a uma aeronave Lockheed P-3C Orion, atribuída à Esquadrilha Aeronaval de Exploração. A combinação de capacidades de superfície e de ar permitiu alargar a área coberta, aumentar a consciência situacional no mar e tornar mais eficiente a detecção de navios envolvidos em actividades não autorizadas dentro da jurisdição nacional.
Operações do Lockheed P-3C Orion na Vigilância e Controlo dos Espaços Marítimos
O P-3C Orion, recentemente integrado, executou missões de Vigilância e Controlo dos Espaços Marítimos, realizando voos de observação, detecção e registo fotográfico. Tirando partido dos seus sensores de longo alcance e da autonomia elevada, o P-3C prestou apoio directo ao “Contra-almirante Cordero”, permitindo uma resposta coordenada perante potenciais infracções às normas argentinas de pesca. Desta forma, foi reforçada a articulação operacional entre os componentes naval e aeronaval.
Continuidade da série “Mare Nostrum” no Mar Argentino
Importa sublinhar que a série de operações “Mare Nostrum” integra uma política sustentada de presença operativa no Mar Argentino, em curso desde 2021 sob coordenação do Comando Conjunto Marítimo. Com a participação de unidades da Divisão de Patrulha Marítima e da Frota do Mar, complementadas pelo reforço das capacidades dos aviões P-3C Orion, estas operações têm contribuído para expandir as zonas cobertas, robustecer a capacidade de resposta a actividades ilícitas e garantir o exercício efectivo da soberania argentina ao longo do seu extenso litoral marítimo.
Relevância operacional e protecção de recursos no Atlântico Sul
A manutenção de uma presença regular no Atlântico Sul é igualmente determinante para desencorajar práticas de exploração não declarada e para assegurar condições de fiscalização compatíveis com a dimensão da ZEEA. Ao combinar patrulhamento no mar com observação aérea, torna-se possível encurtar tempos de reacção e recolher evidência técnica mais consistente, essencial para suportar processos administrativos e sancionatórios relacionados com infracções.
Paralelamente, a defesa dos recursos naturais na Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA) tem impacto directo na sustentabilidade das pescas e na protecção dos ecossistemas marinhos. A recolha sistemática de informação durante estas missões - incluindo identificação, localização e padrões de actividade das embarcações - fortalece a capacidade do Estado para ajustar medidas de controlo, orientar acções de fiscalização e apoiar decisões estratégicas sobre a gestão do espaço marítimo.
Créditos das imagens: Gazeta Marinheira - Marinha Argentina.
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