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Força Aérea Mexicana inicia a substituição dos Northrop F-5E/F Tiger II e avalia F-16 Block 70/72 e Gripen E para 2028

Piloto militar em fato de voo camuflado caminha na pista com dois caças F-16 estacionados atrás.
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Mais de quatro décadas após a sua entrada ao serviço, a Força Aérea Mexicana (FAM) está a avançar com o processo de substituição dos seus caças Northrop F-5E/F Tiger II, que continuam a ser, hoje, o principal recurso de defesa aérea do país. Integradas no início da década de 1980, estas aeronaves sustentaram durante anos a capacidade supersónica da instituição. Contudo, o envelhecimento da frota, o aumento dos custos de manutenção e a diminuição da disponibilidade operacional tornaram evidente a necessidade de as substituir.

Substituição dos F-5E/F Tiger II: calendário e objectivo até 2028

Neste enquadramento, durante o Tulum Air Show 2026, realizado na Base Aérea Militar n.º 20 (Aeroporto Internacional de Tulum), o comandante da FAM, Román Carmona Landa, confirmou que a instituição deu início formal ao processo de substituição da frota de F-5, com a meta de incorporar doze novas aeronaves de combate até 2028.

Em declarações ao meio especializado Janes, o chefe do ramo referiu: “O F-5 representa a maior capacidade do México, mas é tecnologia antiga e estamos a planear a sua substituição no curto e médio prazo.” Na mesma linha, indicou que estão a ser estudadas várias opções, entre as quais o Lockheed Martin F-16 Block 70/72, o Saab Gripen E, e ainda plataformas de combate ligeiro como o KAI FA-50 Fighting Eagle e o Leonardo M-346FA.

Requisitos operacionais da FAM e outros programas de modernização

Carmona sublinhou que a prioridade passa por adquirir uma aeronave capaz de executar missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque ao solo, alinhada com as necessidades operacionais actuais da FAM. Em paralelo, o oficial confirmou outros programas de modernização, incluindo a compra de dois aviões de transporte Lockheed Martin C-130J-30 Super Hercules, com a primeira entrega prevista para finais de 2027 ou início de 2028.

Esquadrão Aéreo 401 e as opções em análise (F-16, Gripen E, FA-50 e M-346FA)

Actualmente, o Esquadrão Aéreo 401 é a única unidade da FAM equipada com interceptores supersónicos. Opera a partir da Base Aérea Militar n.º 1, em Santa Lucía, tendo como missão principal a defesa do espaço aéreo nacional. A unidade dispõe de uma frota reduzida de F-5E/F adquiridos entre 1981 e 1982 (dez aeronaves monoplace e duas biplace). Depois de vários acidentes ao longo das décadas, o número de aparelhos operacionais diminuiu de forma significativa.

Quanto às alternativas em avaliação, o F-16 Block 70/72 destaca-se por ser uma solução madura e amplamente comprovada, equipada com radar APG-83 AESA, aviónica de última geração e uma vida útil estrutural que pode ir até 12.000 horas. A sua relevância na região reflecte-se em aquisições recentes, como a do Peru, somando-se a operadores históricos como o Chile e a Venezuela, bem como à sua recente incorporação na Argentina. Já o Gripen E, desenvolvido pela Saab, sobressai pela arquitectura de guerra centrada em rede, pela fusão de sensores e pela elevada capacidade de sobrevivência em ambientes contestados. Na América Latina, já foi incorporado pelo Brasil.

Num segmento inferior, o sul-coreano KAI FA-50 reúne funções de treino avançado e de combate numa única plataforma supersónica, com capacidade de carga útil até 4,5 toneladas. Por fim, o M-346FA da Leonardo apresenta-se como uma solução LIFT com capacidades de ataque, apoio aéreo aproximado e inteligência táctica, embora com desempenho inferior ao dos caças supersónicos. A decisão final sobre a futura aeronave a incorporar será determinante para o futuro da aviação de combate mexicana, num contexto em que a FAM procura recuperar e modernizar as suas capacidades de defesa aérea para as próximas décadas.

Imagens utilizadas para fins ilustrativos.

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