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O primeiro F-35A da Força Aérea da Finlândia chegou à Base Aérea de Ebbing para treino de pilotos.

Caça F-35 estacionado na pista com três técnicos em volta numa base aérea sob céu limpo.

Primeiro F-35A Lightning II da Ilmavoimat chega aos EUA e inicia formação de pilotos e técnicos

O primeiro caça furtivo F-35A Lightning II da Força Aérea da Finlândia (Ilmavoimat) aterrou a 20 de janeiro de 2026 na Base Aérea de Ebbing, nos Estados Unidos, assinalando o arranque formal do programa de treino para pilotos e pessoal técnico finlandês neste sistema de armas de quinta geração.

Programa de treino do F-35A da Ilmavoimat: calendário e participantes

A chegada da aeronave dá início a um ciclo de formação que se prolongará pelos próximos dois anos. Está previsto que cerca de 20 pilotos finlandeses integrem o programa, cuja conclusão está marcada para fevereiro de 2028.

O treino operacional no F-35A começa em maio de 2026 e combinará: - instrução académica; - sessões em simulador; - voos reais.

Unidades responsáveis e locais de instrução

A formação ficará a cargo do 57.º Esquadrão de Caças da Força Aérea dos Estados Unidos, uma unidade dedicada especificamente ao treino de parceiros internacionais no âmbito das vendas militares estrangeiras do F-35.

O plano prevê várias localizações: - os pilotos cumprem a fase académica e de simulador na Base Aérea de Eglin, na Florida; - depois, realizam o treino de voo no espaço aéreo de Fort Smith, no Arkansas.

Em paralelo, o pessoal de manutenção da Força Aérea da Finlândia participará em programas de formação em Ebbing, trabalhando lado a lado com técnicos de Interim Contract Support (ICS). Esta etapa pretende garantir que a FINAF dispõe das competências necessárias para operar e manter os F-35A quando as aeronaves forem transferidas para a Finlândia.

Declarações oficiais: interoperabilidade e dissuasão colectiva

O comandante do 85.º Grupo de Caças, coronel Nicholas “Matrix” Ihde, sublinhou a importância do momento e do próprio programa:

“Estamos extremamente entusiasmados por receber os nossos parceiros finlandeses em Ebbing. Este programa vai além de um simples treino; trata-se de construir relações sólidas e reforçar a nossa dissuasão colectiva. Treinar aqui os pilotos finlandeses, lado a lado com as nossas forças, fortalece a interoperabilidade e transmite uma mensagem poderosa de unidade.”

Do lado finlandês, o coronel Elonheimo, chefe do Gabinete de Ligação Externa do Programa F-35 da Finlândia e principal representante do país no evento, classificou a ocasião como um marco:

“Este é um dia histórico para a Força Aérea da Finlândia. Receber o nosso primeiro F-35 e iniciar aqui em Ebbing o nosso treino é um passo crucial para melhorar a interoperabilidade e fortalecer as capacidades de dissuasão e defesa da nossa nação.”

Elonheimo agradeceu ainda o apoio prestado pelos Estados Unidos e destacou que o programa conjunto assegurará uma formação abrangente tanto para pilotos como para técnicos.

Do fabrico à chegada a Ebbing: o percurso do “JF-501”

A presença do F-35A em Ebbing ocorre depois de, em dezembro de 2025, ter sido feita a apresentação oficial do primeiro exemplar destinado à Finlândia na unidade da Lockheed Martin em Fort Worth, no Texas.

A aeronave, identificada com o número “JF-501”, já tinha concluído o seu voo inaugural de ensaio na Base Aérea Naval Conjunta de Reserva de Fort Worth, um passo considerado determinante num programa que prevê a aquisição de 64 F-35A para substituir os actuais F/A-18 Hornet da Ilmavoimat.

Implementação faseada e preparação para a operação futura

Com esta etapa, a Finlândia avança na execução do seu programa F-35, articulando a recepção progressiva de aeronaves com a qualificação do efectivo que irá assegurá-las no serviço diário. Na prática, o objectivo é que a transição para o F-35A decorra de forma contínua, com formação e experiência operacional a crescerem ao mesmo ritmo que o inventário vai sendo reforçado.

A entrada em operação de um caça de quinta geração também tende a exigir ajustamentos de base e de procedimentos, nomeadamente na organização do treino, na preparação do pessoal de manutenção e na gestão do ciclo de disponibilidade das aeronaves. Ao concentrar a formação inicial nos EUA, a Ilmavoimat ganha tempo para amadurecer processos e alinhar práticas com parceiros que já operam o sistema.

Imagens obtidas de DVIDS.

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