Para quem olha para os atuais 409 km de autonomia (WLTP) do Renault 4 E-Tech e do Renault 5 E-Tech e pensa “ainda não chega”, vem aí uma melhoria significativa. A Renault está a preparar versões com autonomia a rondar os 500 km.
A informação foi avançada pelo L’Argus e confirmada pela Ampere (a divisão de elétricos do Grupo Renault). O objetivo é lançar estas variantes de maior autonomia em 2027, apoiando-se em dois trunfos: uma bateria com química revista e maior capacidade e uma evolução do grupo propulsor 6AK, atualmente usado nos dois modelos.
Recorde que, atualmente, tanto o Renault 4 E-Tech como o Renault 5 E-Tech - leia o nosso teste mais recente - oferecem duas opções de bateria de iões de lítio com química NMC: 40 kWh e 52 kWh, sendo esta última a que assegura a melhor autonomia.
A nova bateria de iões de lítio continuará a ser fornecida pela AESC (detém contrato exclusivo para os Renault 4 e 5) e mantém a química NMC (níquel, manganês e cobalto). Ainda assim, será revista, o que permitirá aumentar a capacidade dos atuais 52 kWh para 56 kWh.
Motor mais eficiente
Quanto à motorização, ambos os modelos recorrem a um motor síncrono de excitação externa (EESM), uma tecnologia que dispensa ímanes permanentes e, assim, contorna os custos associados às terras raras e a dependência da China. Este motor debita até 150 cv (110 kW), mas a sua solução técnica não é tão eficiente como a de outros motores elétricos.
O novo motor, denominado 6AK Evo, pretende atenuar essas limitações, integrando novos componentes - eixo do rotor e carcaças do motor -, além de um novo inversor e estator. No caso do estator, vai passar a adotar a tecnologia de enrolamento hairpin (recorre a barras de cobre em forma de “U”, semelhante a um gancho de cabelo), trazendo várias vantagens, como melhor rendimento e eficiência.
É a combinação da nova bateria com o 6AK Evo que deverá permitir um ganho de perto de 100 km face à autonomia atual dos Renault 4 e 5 com uma única carga, chegando aos 500 km. Mas ainda vai ser preciso esperar por 2027 para estes avanços chegarem ao mercado.
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