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A apresentação do primeiro caça F-39E Gripen fabricado no Brasil já tem data marcada.

Caça militar numa hangar com bandeiras do Brasil e Suécia, dois técnicos a cumprimentar piloto.

O Programa F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira prepara-se para assinalar um dos seus marcos mais relevantes: a apresentação oficial do primeiro caça fabricado localmente no Brasil. A indicação surgiu numa curta publicação da própria Força Aérea Brasileira nas redes sociais, que aponta 25 de março como a data escolhida para revelar o primeiro avião de combate produzido em território brasileiro pela Embraer e pela Saab.

Apesar de não terem sido divulgados detalhes adicionais, a Força Aérea Brasileira encontra-se em plena fase de introdução deste novo sistema de armas. O planeamento prevê a incorporação de 36 novos caças Gripen E, sendo que uma parte destas aeronaves será produzida localmente.

Produção nacional do F-39E Gripen no Brasil: Embraer, Saab e indústria local

Com esse objectivo, nos últimos anos a Saab e a Embraer, em conjunto com um número significativo de empresas brasileiras, têm vindo a consolidar capacidades industriais para fabricar componentes e realizar a montagem de aeronaves, viabilizando mais uma conquista para a indústria aeroespacial do maior país da América do Sul.

Neste contexto, importa recuar a maio de 2023, quando foi celebrada a abertura da linha de produção e montagem instalada na unidade da Embraer em Gavião Peixoto.

A linha de Gavião Peixoto e a integração de componentes de Linköping e do Brasil

Com a entrada em funcionamento, esta linha passou a ser a única linha de produção e montagem do Gripen fora da Suécia. Nela convergem componentes das aeronaves produzidos em Linköping, bem como elementos fabricados no próprio Brasil, incluindo:

  • Secção frontal da fuselagem (produção local)
  • Cone de cauda (produção local)
  • Travões aerodinâmicos fabricados em São Bernardo do Campo

Este modelo de produção distribuída reforça a autonomia industrial associada ao Programa F-39E Gripen e cria condições para um ecossistema nacional mais robusto de fornecimento, integração e qualificação de componentes aeronáuticos.

Além da produção, a consolidação de uma linha local tende a facilitar a criação de competências associadas à sustentação do ciclo de vida do caça, incluindo rotinas de montagem, controlo de qualidade e práticas industriais compatíveis com programas aeronáuticos de elevada complexidade tecnológica.

Fotografias utilizadas a título ilustrativo.

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