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“Quando compreender isto, mudará para sempre”: este conselho de Steve Jobs pode torná-lo rico.

Jovem a desenhar e a pensar numa mesa com laptop, relógio digital e decoração moderna num ambiente luminoso.

As antigas declarações do antigo presidente da Apple podem, literalmente, torná-lo mais rico - tanto no plano material como no espiritual.

Steve Jobs ficou na memória colectiva pelo estilo de liderança e pela capacidade de transformar ideias ousadas em produtos que mudaram a indústria tecnológica através da Apple. Ao longo dos anos, habituou-se a partilhar recomendações valiosas com empreendedores nas suas intervenções públicas, deixando reflexões que continuam actuais.

Steve Jobs e a Apple: «Pode mudar o mundo»

O site Unilad recuperou recentemente uma entrevista em que o antigo CEO falou com John McLaughlin, presidente da Santa Clara Valley Historical Association, em 1994. Questionado sobre que conselho daria a quem está a iniciar uma aventura empresarial, Steve Jobs respondeu, em síntese, que vale a pena ter uma vida familiar feliz, divertir-se e poupar algum dinheiro - mas que essa é uma visão “curta” da existência.

Tente ter uma boa vida de família, divirta-se, poupe algum dinheiro, mas isso - é uma vida muito limitada - a vida pode ser muito mais ampla quando descobre um facto simples: tudo o que o rodeia e a que chama vida foi criado por pessoas que não eram mais inteligentes do que você.

Na mesma linha, acrescentou que, quando se interioriza essa realidade, percebe-se que a vida não é um cenário imutável: é possível mexer nela, influenciá-la e construir coisas que outras pessoas possam usar. Para Jobs, existe uma espécie de “resposta” do mundo quando se age - como se, ao empurrar algo, algo acabasse por surgir do outro lado.

Para fechar o raciocínio, o cofundador da empresa de Cupertino insistiu numa ideia central: abandonar a crença de que a vida já vem com um percurso definido e que a única opção é segui-lo. Em vez disso, defendeu que devemos mudá-la, melhorá-la e deixar nela a nossa marca - porque, no fundo, também a podemos moldar.

Segundo ele, o momento em que um empreendedor compreende isto é tão marcante que “nunca mais será o mesmo”. E é precisamente esse tipo de mudança de perspectiva que, na sua visão, pode enriquecer alguém por dentro e por fora.

Como aplicar esta mentalidade no dia-a-dia do empreendedor

Levar a sério esta visão não significa ignorar a realidade, mas assumir uma postura activa:

  • Questionar o “estado normal” das coisas: se algo existe porque alguém o desenhou assim, também pode ser redesenhado.
  • Construir para uso real: criar soluções que outras pessoas consigam utilizar, e não apenas ideias bonitas no papel.
  • Agir e iterar: ao “empurrar” o mundo com pequenas acções consistentes, surgem respostas, dados e oportunidades do outro lado.

A riqueza “espiritual” e a riqueza material: duas faces do mesmo impulso

A leitura de Jobs sugere que o ganho material tende a ser uma consequência provável quando se cria valor concreto - mas que a recompensa mais transformadora é, muitas vezes, a interna: a sensação de autonomia, propósito e capacidade de intervenção. Em termos práticos, essa confiança pode influenciar decisões, aumentar a resiliência e elevar a ambição do que se considera possível.

A técnica dos dez minutos de Steve Jobs

Steve Jobs também ficou conhecido por métodos de gestão inspiradores. Um exemplo é a chamada técnica dos dez minutos, que já foi referida como uma forma simples de enfrentar um problema: ele recolhia-se no seu gabinete e concentrava-se intensamente durante esse período. Se não chegasse a uma solução, levantava-se e ia caminhar.

O seu biógrafo, Walter Isaacson, confirmou no livro que Steve Jobs adorava caminhar (muitas vezes descalço) e que fazer uma caminhada longa era a sua maneira de ter uma conversa séria. Jobs acreditava que se tornava mais criativo em movimento e que as ideias emergiam com mais facilidade nesse ritmo. Por vezes, chegava até a convidar as suas equipas para essas caminhadas.

Para mais detalhes sobre este tema, consulte o nosso artigo anterior.

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