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Um Honda Integra, um CR-X e um Civic entram num bar…

Carro desportivo branco Honda Integra Targa com detalhes em preto e interior vermelho em ambiente interior.

A GAC Honda apresentou no Salão de Guangzhou uma das propostas mais inesperadas do evento: um Integra - Civic fora da China - reinventado como targa de duas portas, assumindo de forma clara a inspiração no lendário CR-X dos anos 90.

GAC Honda Integra targa: um regresso assumido ao espírito CR-X

A transformação é radical e imediata de identificar. O tejadilho foi removido para dar lugar a uma solução targa, ao mesmo tempo que as portas traseiras desapareceram por completo. As portas dianteiras, por sua vez, foram alongadas para compensar a nova configuração de acesso ao habitáculo.

Com esta alteração, o pilar B foi reposicionado mais atrás e reforçado, criando uma espécie de “cúpula” por cima dos lugares traseiros. O resultado final é uma silhueta que mistura nostalgia com uma dose evidente de excentricidade - e é precisamente aí que está o seu apelo.

Protótipo Honda Integra targa de 2 portas revelado na China
No Salão Automóvel de Guangzhou de 2025, a Honda revelou um protótipo do Integra de 2 portas com tejadilho targa.
No entanto, não foi desenvolvido pela Honda no Japão, mas pela GAC-Honda, uma das parcerias da Honda na China. Tem por base o… pic.twitter.com/8aDkjETAgb
- Tycho de Feijter (@TychodeFeijter) 22 de novembro de 2025

Habitáculo 2+2 e detalhes com assinatura Type R e Mugen

No interior, a mudança acompanha a nova filosofia do modelo: em vez dos cinco lugares habituais, o Integra targa passa a um esquema 2+2, mais coerente com a ideia de coupé compacto de enfoque emocional.

Por fora, há pormenores que não passam despercebidos aos entusiastas: surgem jantes brancas multiraios e espelhos retrovisores vermelhos, numa combinação que “pisca o olho” ao universo Type R e Mugen, reforçando a ligação ao imaginário mais desportivo da marca.

Caixa manual de seis velocidades e motor 1.5 turbo VTEC

De acordo com um utilizador do X, esta proposta recorre a uma caixa manual de seis velocidades e ao motor 1.5 turbo VTEC com cerca de 180 cv. A mesma fonte refere ainda que a versão híbrida não entra nesta equação, por não ser compatível com transmissão manual.

O que implica um targa: rigidez, reforços e compromisso

Num automóvel deste tipo, retirar o tejadilho não é apenas uma decisão estética: obriga a atenção extra à rigidez estrutural e ao controlo de vibrações. O recuo e reforço do pilar B parecem precisamente responder a esse desafio, procurando preservar a sensação de solidez sem abdicar do visual “semi-aberto” típico de um targa.

Ao mesmo tempo, este formato tende a ser um compromisso interessante: entrega parte da experiência de condução ao ar livre, mas evita (pelo menos em teoria) algumas das cedências de um descapotável total, sobretudo no que toca à estrutura e ao desenho lateral.

Entusiasmo à parte, continua a ser um exercício de estilo

Apesar do entusiasmo que possa despertar entre fãs que ainda guardam memória do Honda CR-X, este Integra targa não passa, para já, de um exercício de estilo.

Ainda assim, serve como sinal claro de que há espaço - pelo menos do ponto de vista emocional e de imagem - para revisitar fórmulas clássicas com linguagem moderna, especialmente quando se mantém uma receita valorizada pelos puristas: duas portas, postura desportiva e transmissão manual.


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