A partir do Área Material Río Cuarto, a Força Aérea Argentina (FAA) anunciou oficialmente o início das operações de voo no país com os caças F-16AM Fighting Falcon, classificando o momento como um novo marco na evolução da defesa aeroespacial, numa publicação difundida na sua conta oficial na plataforma X.
Programa Peace Condor: base da incorporação dos F-16AM/BM na Força Aérea Argentina
Este passo surge na sequência de vários avanços registados nos últimos meses no âmbito do Programa Peace Condor, centrado na integração de 24 caças F-16AM/BM adquiridos ao Reino da Dinamarca. O programa não se limita à chegada das aeronaves: inclui igualmente os meios e competências necessários para as sustentar, manter e operar, o que tem implicado um conjunto alargado de investimentos em capacidades e infraestruturas.
Chegadas iniciais e reforço da formação: CICMA F-16 e VI Brigada Aérea de Tandil
No final do ano passado, em dezembro, foi recebido o primeiro lote de aeronaves: seis exemplares, composto por dois F-16AM de dois lugares e quatro F-16BM de dois lugares. A este conjunto juntou-se ainda um F-16 Block 10 destinado a treinador terrestre.
Já a 11 de março, foi inaugurado o Centro de Instrução e Capacitação em Manutenção de Aeronaves (CICMA) F-16 na VI Brigada Aérea de Tandil, um passo relevante para acelerar a qualificação de equipas técnicas e consolidar rotinas de manutenção compatíveis com o novo sistema.
Primeiras movimentações e o primeiro voo com os F-16
Com estes antecedentes, vinha a ganhar força, nos últimos dias, a expectativa de que as operações de voo com o novo sistema de armas arrancariam no final do mês. Essa previsão foi alimentada quando, a 26 de março, foram observados os primeiros testes de rodagem de uma das aeronaves.
Entretanto, e de acordo com a comunicação oficial da FAA, foi confirmada a primeira operação de voo. Pelas imagens que circularam publicamente, a actividade terá sido conduzida por dois F-16 monolugares, com as matrículas “M-1020” e “M-1009”.
Áreas de operação e coordenação com a aviação civil
Sem avançar com detalhes adicionais sobre perfil de missão, duração ou objectivos técnicos do voo, a instituição esclareceu que a actividade decorre no Área Material Río IV, nas imediações do aeroporto e em sectores de voo de uso militar previamente acordados com as autoridades civis de aviação.
Esta coordenação é determinante para estabelecer corredores, procedimentos e janelas de utilização do espaço aéreo, assegurando simultaneamente a segurança da aviação civil e a previsibilidade necessária para treinos e validações iniciais do sistema.
Significado operacional e próximos passos
A FAA sublinhou ainda que o início destas operações constitui um passo fundamental na consolidação de novas capacidades estratégicas e na evolução da defesa aeroespacial no país. Na prática, o arranque do voo abre caminho a uma fase mais exigente: aumento progressivo do ritmo de treinos, validação de procedimentos, qualificação de mais tripulações e amadurecimento da cadeia de manutenção, logística e abastecimento.
Paralelamente, a introdução de um caça amplamente utilizado por aliados e parceiros tende a facilitar a interoperabilidade, seja ao nível de doutrina, seja em exercícios combinados, desde que acompanhada pela continuidade do investimento em formação, infra-estruturas, ferramentas e gestão de sobressalentes.
Notícia em atualização.
Fotografias: Força Aérea Argentina.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário