Após duas semanas consecutivas de subida no preço dos combustíveis, em que o gasóleo teve aumentos superiores aos da gasolina, a tendência não deverá mudar na semana que começa a 17 de novembro. A diferença é que, desta vez, será a gasolina a registar a maior subida.
Preço dos combustíveis: previsões para gasolina simples e gasóleo simples (17 de novembro)
Segundo as estimativas avançadas pelo setor (fonte: ACP), no arranque da próxima semana a gasolina simples deverá encarecer cerca de 3 cêntimos por litro. Já o gasóleo simples também deverá subir, mas de forma muito ligeira: 0,5 cêntimos por litro.
A confirmarem-se estes valores, a partir de segunda-feira o preço médio da gasolina simples deverá situar-se nos 1,735 €/l, enquanto o preço médio do gasóleo deverá ficar perto dos 1,609 €/l.
Como são calculados estes valores médios (DGEG)
As contas para estas previsões partem dos números publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados referentes a quinta‑feira, 13 de novembro.
Importa ainda sublinhar que os valores divulgados pela DGEG já refletem os descontos praticados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo atualmente em vigor.
Mesmo assim, estes montantes devem ser lidos como indicativos: não correspondem necessariamente ao preço que verá em cada bomba. Os postos e revendedores mantêm liberdade para definir os seus próprios preços, o que explica diferenças significativas entre marcas, localizações e campanhas.
Uma boa prática para quem quer poupar é comparar preços na sua zona (sobretudo entre vias rápidas, centros urbanos e áreas periféricas) e abastecer com base no custo por litro e não apenas na conveniência. Em deslocações longas, planear antecipadamente onde abastecer pode reduzir o impacto destas oscilações semanais.
Medidas do Governo em vigor
Mantêm-se ativas desde 2022 as medidas do Governo destinadas a suavizar a subida do preço dos combustíveis, incidindo principalmente sobre o ISP.
Apesar de o ISP ter aumentado 3 cêntimos por litro este ano, a descida da taxa de carbono acabou por compensar essa variação, pelo que não se verificou um acréscimo efetivo da carga fiscal total aplicada aos combustíveis.
Somando o conjunto dos chamados “descontos fiscais”, o efeito traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
O que pode mudar no próximo ano (ISP e exigência de Bruxelas)
Para o próximo ano, perspetiva-se pressão para um aumento no preço dos combustíveis, após Bruxelas ter exigido a Portugal o fim do “bónus” no ISP. Este impacto poderá atingir até oito euros por depósito, embora, até ao momento, não tenham sido anunciadas alterações concretas.
Entretanto, vale a pena ter em conta que oscilações no crude, na cotação do euro e nos custos de refinação podem amplificar (ou atenuar) estes movimentos, pelo que a evolução do preço final dependerá também do contexto internacional nas semanas seguintes.
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