No arranque da próxima semana, na segunda-feira, 27 de outubro, esperam-se alterações no preço dos combustíveis com sinais opostos para quem abastece gasóleo simples e para quem usa gasolina simples.
Segundo as projeções do setor (fonte: ACP), o gasóleo simples deverá aumentar 2 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples deverá baixar 2 cêntimos por litro.
Se esta tendência se confirmar, a partir de segunda-feira o preço médio do gasóleo simples deverá situar-se nos 1,543 €/l. Já o preço médio da gasolina simples deverá recuar para 1,675 €/l.
Como se apuram estes valores do preço dos combustíveis (DGEG)
Estas estimativas são calculadas com base nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), tomando como referência, neste caso, os valores divulgados na quinta-feira, 23 de outubro.
Importa ainda sublinhar que os números da DGEG já refletem os descontos comerciais normalmente aplicados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo atualmente em vigor.
Apesar disso, estes montantes não correspondem necessariamente ao que verá no letreiro do posto: tratam-se de valores médios e indicativos. Na prática, os revendedores podem definir livremente os preços que entendam, pelo que os valores finais variam consoante a marca, a localização e a política comercial de cada posto.
Para quem quer reduzir o impacto destas oscilações semanais, pode ser útil comparar preços em vários postos na mesma zona e, sempre que possível, planear o abastecimento (por exemplo, evitando encher o depósito em momentos de maior incerteza). Também vale a pena ter em conta que campanhas de fidelização e descontos por cartão podem alterar de forma relevante o custo por litro, sobretudo em abastecimentos regulares.
Medidas do Governo em vigor: ISP e taxa de carbono
Continuam ativas, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo principalmente sobre o ISP.
Embora o ISP tenha aumentado este ano em 3 cêntimos por litro, a descida do valor da taxa de carbono impediu que existisse um agravamento da carga fiscal total aplicada aos combustíveis.
Assim, o somatório dos vários «descontos fiscais» traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
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