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O Perú avançou na aprovação da nova Lei de Promoção da Indústria de Defesa.

Cinco militares com capacetes brancos analisam mapa numa doca com navio militar ao fundo ao pôr do sol.

A modernização das Forças Armadas do Peru entrou numa nova fase após o Conselho de Ministros ter aprovado o Projeto de Lei da Indústria para a Defesa, determinando o seu envio ao Congresso da República para debate e aprovação. A proposta, impulsionada pelo Ministério da Defesa, pretende reforçar a segurança nacional e apoiar o desenvolvimento económico do país, contando com a participação da empresa privada através da transferência tecnológica e da formação de capital humano.

Projeto de Lei da Indústria para a Defesa do Peru: segurança nacional, autonomia estratégica e indústria nacional

Entre os objectivos centrais do diploma está o estímulo ao desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a indústria nacional em coordenação com o sector privado, a academia e o investimento nacional e internacional. A lógica subjacente passa por criar um ecossistema industrial capaz de sustentar, com maior consistência, as necessidades de segurança e defesa nacional.

O ministro da Defesa, César Díaz Peche, salientou que a nova norma deverá reduzir a “dependência do exterior, fortalecer a cadeia de abastecimento militar e gerar maior autonomia estratégica para o Estado, garantindo uma resposta mais eficiente às necessidades da segurança e defesa nacional”.

SIMA Peru S.A.C. e a construção naval por encomenda

O projeto de lei abre caminho para que os Serviços Industriais da Marinha (SIMA Peru S.A.C.) possam realizar a construção de embarcações de pesca e de uso naval por encomenda de empresas e de outros países. A iniciativa é apresentada como um passo de grande relevância para o desenvolvimento industrial nacional, com potencial para gerar novas capacidades tecnológicas e postos de trabalho.

Produção, manutenção e sustentabilidade para as forças de segurança

Além do sector naval, a norma prevê a possibilidade de produção, montagem, manutenção e desenvolvimento de bens e serviços destinados às Forças Armadas e à Polícia Nacional do Peru, enquadrando essa actividade em critérios de sustentabilidade económica, social e ambiental. Com este enquadramento, pretende-se garantir que o crescimento da capacidade produtiva seja compatível com responsabilidades financeiras, impacto social positivo e boas práticas ambientais.

Em paralelo, a consolidação de uma base industrial orientada para a defesa tende a exigir mecanismos claros de coordenação entre Estado, universidades e empresas, de modo a acelerar a formação técnica especializada e a adopção de padrões de qualidade e certificação. Esse esforço pode contribuir para encurtar prazos de fornecimento, melhorar a disponibilidade de equipamentos e tornar mais previsível o planeamento de manutenção e modernização.

Por fim, ao favorecer a transferência tecnológica e o desenvolvimento local, o país poderá aumentar a resiliência da sua cadeia de abastecimento militar e, quando aplicável, posicionar-se para prestar serviços e fornecer soluções industriais a parceiros externos, sempre alinhado com as prioridades de soberania, segurança nacional e desenvolvimento económico.

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