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A Lockheed Martin começou a entregar 19 novos radares Sentinel A4 de produção inicial ao Exército dos EUA.

Soldado militar ao lado de radar militar móvel em ambiente aberto com computador portátil e helicóptero ao fundo.

No dia 2 de fevereiro, a empresa norte-americana Lockheed Martin comunicou que deu início às entregas de 19 novos radares Sentinel A4 ao Exército dos Estados Unidos (US Army). Estes equipamentos pertencem ao lote inicial de produção a baixa cadência, numa fase em que o programa concluiu também a primeira etapa dos testes e avaliação operacional inicial do sistema - mais um avanço rumo à produção a plena escala.

Sentinel A4 da Lockheed Martin para o US Army: entregas e enquadramento do programa

A chegada destes 19 radares sucede à receção, em 2022, dos cinco primeiros Sentinel A4 destinados ao desenvolvimento de ensaios e avaliações. Todo este esforço insere-se num contrato adjudicado em 2019, no montante de 281 milhões de dólares (USD), e responde à necessidade de substituir o radar Sentinel A3 (atualmente em serviço) por um sensor AESA de 360 graus concebido para contrariar ameaças aéreas de múltiplas tipologias.

Radar digital AESA em banda X com cobertura total

Tal como já tinha sido indicado no âmbito do programa, o sistema integra um radar digital AESA em banda X, assente numa arquitetura Digital Transmit/Receive LRUs (DTRL), garantindo cobertura azimutal de 360 graus. Um dos elementos distintivos é a sua arquitetura flexível, preparada para acompanhar a evolução do ambiente operacional e para enfrentar ameaças futuras.

No plano funcional, o Sentinel A4 foi concebido para realizar operações simultâneas e de carácter multimissão perante todo o espectro de ameaças associadas à defesa antimisseis, incluindo pesquisa, seguimento, classificação e controlo de fogo.

Deteção e seguimento de ameaças em ambientes complexos

Para além do que foi referido, o Sentinel A4 acrescenta capacidade para detetar e acompanhar aeronaves de asa fixa e asa rotativa, mísseis de cruzeiro, ameaças de baixa observabilidade e sistemas aéreos não tripulados (UAS). Estas funções mantêm-se mesmo em cenários particularmente exigentes, como terreno complexo e níveis elevados de interferência eletromagnética e de radiofrequência.

A cobertura de 360 graus é especialmente relevante em missões em que o tempo de reação é crítico: ao reduzir a dependência de reposicionamentos para manter vigilância, o sistema pode contribuir para uma vigilância mais contínua e para uma gestão mais eficaz das prioridades de deteção e seguimento, sobretudo quando coexistem múltiplos vetores de ameaça.

Declaração da Lockheed Martin

Neste contexto, Rick Cordero, vice-presidente de Sistemas de Radar e Sensores da Lockheed Martin, afirmou:

“Esta entrega representa um marco importante para dotar os combatentes da capacidade de radar de última geração necessária para enfrentar as ameaças atuais e futuras (…) O Sentinel A4 amplia a consciência do espaço de batalha e melhora a defesa em camadas contra mísseis de cruzeiro, sistemas aéreos não tripulados e ameaças de asa rotativa e fixa em ambientes complexos.”

Um aspeto frequentemente associado a arquiteturas como a do Sentinel A4 é a possibilidade de evolução incremental, através de atualizações e melhorias ao longo do ciclo de vida. Numa perspetiva operacional, isso pode traduzir-se em maior capacidade de adaptação a novos perfis de ameaça, preservando a relevância do sistema à medida que surgem tecnologias e táticas adversárias.

Imagens ilustrativas - Créditos: Lockheed Martin.

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