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A Força Aérea Uruguaia recebeu no Brasil os seus dois primeiros aviões A-29 Super Tucano.

Dois pilotos em fato de voo cumprimentam-se em frente a dois aviões de treino estacionados no aeroporto.

Ao longo dos últimos dias, no Uruguai tem-se sentido uma expectativa elevada em torno da chegada iminente dos dois primeiros novos aviões de ataque A-29 Super Tucano da Força Aérea Uruguaia (FAU). A própria instituição já confirmou que as aeronaves deverão aterrar no país a 18 de fevereiro; entretanto, antes disso, na unidade da Embraer no Brasil, pilotos da empresa e da FAU concluíram o processo de aceitação e integração, que ficou formalmente encerrado no dia de ontem com a assinatura oficial da documentação.

Aquisição dos seis A-29 Super Tucano para a Força Aérea Uruguaia (FAU)

No total, e na sequência de vários entendimentos alcançados com a Embraer - contando também com o apoio do Brasil - o Uruguai avançou na compra de seis aeronaves Super Tucano destinadas a missões de ataque ligeiro e treino avançado. Estes aviões passarão a equipar, em breve, o Esquadrão Aéreo n.º 2 da Força Aérea Uruguaia, sediado na Base Aérea “Tte. 2° Mario W. Parallada”, localizada em Durazno.

Substituição de frota: IA-58 Pucará e A-37B Dragonfly

Importa sublinhar que, com a entrada em serviço no país, os A-29 Super Tucano irão ocupar o lugar deixado pelos IA-58 Pucará, retirados de operação há alguns anos, e substituirão também de forma gradual os A-37B Dragonfly. Estes últimos, devido à sua idade, apresentam uma disponibilidade operacional cada vez mais limitada.

Aceitação na Embraer em Gavião Peixoto: FAU 250 e FAU 251

De acordo com as informações mais recentes divulgadas pela FAU, foram realizados e concluídos os voos de aceitação nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. Nesse processo, pilotos uruguaios trabalharam lado a lado com especialistas para confirmar o desempenho, validar a operacionalidade dos sistemas de bordo e verificar a configuração final atribuída a cada aeronave.

Como resultado, no dia 13 de fevereiro, foram assinados os documentos de aceitação correspondentes aos Super Tucano com as matrículas FAU 250 e FAU 251.

“Com este passo, conclui-se o processo de receção e concretiza-se a sua incorporação na Força Aérea Uruguaia. Um marco histórico”, indicou a Força Aérea Uruguaia nas suas redes sociais.

Preparação da Base Aérea “Tte. 2° Mario W. Parallada” (Durazno)

Em paralelo, devem ser assinalados os trabalhos realizados nas infraestruturas da Base Aérea “Tte. 2° Mario W. Parallada”, com o objetivo de adequar as condições de apoio à nova plataforma. Estas adaptações visam garantir capacidade para uma operação sustentada, bem como para o treino contínuo de pilotos e para a qualificação do pessoal de manutenção, apoio em linha e serviços de terra.

A integração de uma aeronave como o A-29 Super Tucano implica, além do avião em si, a consolidação de rotinas de manutenção, gestão de sobresselentes e procedimentos operacionais. Este reforço da “retaguarda” é determinante para que a capacidade se mantenha disponível ao longo do tempo e para que a transição seja feita com segurança e consistência.

18 de fevereiro: voo ferry dos FAU 250 e FAU 251 para o Uruguai

Com estes preparativos concluídos, falta apenas aguardar por 18 de fevereiro, data em que os FAU 250 e FAU 251 deverão descolar da fábrica da Embraer para iniciar o seu voo ferry até ao Uruguai. A chegada destes dois aparelhos assinala um dos passos mais relevantes, dos últimos anos, no reforço de capacidades da Força Aérea Uruguaia.

Sobre o A-29 Super Tucano da Força Aérea Uruguaia

O A-29 Super Tucano é uma plataforma concebida para combinar treino avançado e missões de ataque ligeiro, oferecendo uma solução versátil para vigilância, patrulhamento e apoio a operações em diferentes cenários. A sua incorporação permite à FAU modernizar a componente de instrução e, em simultâneo, recuperar margem de atuação numa vertente operacional que vinha a ser condicionada pelo envelhecimento e pela menor disponibilidade de aeronaves mais antigas.

A escolha do Super Tucano também se enquadra numa lógica de eficiência: trata-se de um avião com custos de operação tipicamente inferiores aos de jatos de combate, mantendo ainda assim a capacidade de empregar sistemas de missão e de atuar com elevada utilidade em tarefas que exigem persistência, prontidão e treino recorrente.

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