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Toy Story 5: O regresso dos brinquedos da infância perante o domínio dos ecrãs digitais

Criança sentada no chão do quarto a interagir com tablet rodeada de brinquedos e baú aberto.

A primeira antevisão de Toy Story 5 já foi divulgada e, neste novo capítulo, Woody, Buzz e o resto da equipa vão ter de enfrentar a Lilypad, uma temível tablet para crianças com aspeto de rã.

Há filmes que crescem connosco - e depois há Toy Story, a saga que nos volta a pôr a pensar se, afinal, os nossos brinquedos não tinham mesmo uma alma. Da magia Pixar dos anos 90 à emoção mais crua de Toy Story 4, Woody e Buzz continuam a representar aquela infância que, às vezes (mesmo que em segredo), custa a deixar para trás. Em 2026, a história regressa com um quinto filme totalmente novo.

Toy Story 5 chega em 2026 e passa a quinta

Os inesquecíveis Woody, Buzz, Jessie e toda a “banda” preparam-se para voltar ao ativo. Toy Story 5 estreia nos cinemas a 17 de junho de 2026, abrindo um novo capítulo onde a nostalgia se cruza com o presente. Desta vez, a Pixar aponta diretamente a um tema muito atual: a dependência de ecrãs, sobretudo entre os mais novos.

Para recordar: no terceiro filme, Andy está prestes a entrar na universidade. Arruma os brinquedos numa caixa e quem acaba por ficar com eles é a pequena Bonnie, que passa a ser a sua herdeira.

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Woody, Buzz e a Lilypad: a tablet-rã que vira o baú do avesso

Neste novo filme, Bonnie recebe uma encomenda misteriosa com uma tablet em forma de rã, chamada Lilypad. À primeira vista, parece um brinquedo inofensivo e até simpático - mas a chegada deste novo “habitante” tecnológico ameaça desestabilizar o baú dos brinquedos e espalha o pânico entre os heróis mais conhecidos da franquia.

A ideia está bem colada ao nosso tempo: questiona a forma como o digital ganhou terreno face às brincadeiras tradicionais - aquelas companhias de sempre que, durante décadas, estimularam a imaginação sem píxeis nem notificações.

Este confronto entre brinquedo clássico e dispositivo inteligente também toca numa preocupação cada vez mais presente em muitas famílias: como equilibrar a curiosidade natural das crianças pela tecnologia com a necessidade de brincadeira livre, movimento e criatividade. A tensão entre “mais um episódio” no ecrã e “vamos brincar” no chão do quarto é, para muitos, um debate diário - e é precisamente aí que Toy Story costuma encontrar matéria-prima emocional.

Pixar volta a olhar para a infância (e para o que a mudou)

Fiel ao seu ADN, Toy Story promete abordar o tema com a mesma sensibilidade que já mostrou noutras fases. A saga tem sabido captar as mudanças na infância: no primeiro filme, a chegada do moderno Buzz Lightyear abalou o mundo de Woody; mais tarde, houve o embate com brinquedos “perfeitos” associados a outras tendências e épocas.

Segundo Pete Docter, diretor artístico da Pixar:

“Estava na hora de mostrarmos o que acontece quando o passado encontra o presente. Quando os brinquedos têm de se confrontar com aquilo que realmente atrai as crianças de hoje: os ecrãs.”

Agora, é a vez de uma tablet inteligente medir forças com a alma intemporal do brinquedo tradicional. É um choque de gerações, sim - mas também uma promessa de ternura, humor e reflexão sobre um mundo que continua a crescer… tal como nós.

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