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Estes são os MINI JCW mais radicais do momento

Dois carros Mini Cooper JCW 2025, um branco com detalhes verdes e outro preto com detalhes vermelhos, em exposição interior.

A MINI associou-se à marca de vestuário Deus Ex Machina para dar vida a dois protótipos únicos, pensados para celebrar, ao mesmo tempo, a história dos modelos John Cooper Works (JCW) e a ligação crescente da marca ao universo da moda.

Batizados de “A Quilha” e “A Máquina”, estes projetos partem de duas bases distintas: o MINI JCW 100% elétrico e o MINI JCW a gasolina, respetivamente.

Sem qualquer objetivo de chegarem à linha de montagem, são, ainda assim, os MINI JCW mais radicais desta geração desde que a variante GP saiu de cena e deixou de ser produzida, em 2023.

Vale a pena lembrar que a designação John Cooper Works continua a funcionar como a assinatura de performance da MINI, com raízes claras no desporto automóvel. Neste caso, a colaboração com a Deus Ex Machina também serve para mostrar como a cultura automóvel pode cruzar-se com subculturas como o surf e a estética “garage”, sem perder coerência com a herança competitiva da marca.

Além disso, protótipos deste tipo têm um papel importante: permitem experimentar soluções de estilo, materiais e ambientes de habitáculo sem as limitações habituais da homologação e dos compromissos de conforto, ruído ou durabilidade exigidos a um modelo de produção.

A Quilha (MINI JCW elétrico)

Inspirado pela cultura do surf, A Quilha parte da versão 100% elétrica do MINI JCW. Em comparação com o modelo de série, este protótipo troca a carroçaria convencional por fibra de vidro - o mesmo material usado em pranchas de surf - o que, segundo a marca, permite reduzir o peso total em 15%, passando de 1 725 kg para 1 470 kg (menos 255 kg).

Do ponto de vista técnico, mantém o mesmo conjunto do JCW elétrico de produção: 190 kW (258 cv) e 350 Nm de binário máximo. Com a redução de massa, é expectável que consiga melhorar a aceleração anunciada para o modelo de série, que cumpre os 0–100 km/h em 5,9 segundos. A bateria também não muda, permanecendo com 54,2 kWh.

No exterior, para lá dos painéis em fibra de vidro, distingue-se por uma abordagem aerodinâmica mais agressiva: lâmina aerodinâmica dianteira, alargamentos muito pronunciados dos guarda-lamas e um aerofólio traseiro de grandes dimensões, elementos que reforçam a postura extrema do protótipo.

Por dentro, a palavra de ordem é minimalismo funcional. Não existe forro no tejadilho e os bancos traseiros foram eliminados. À frente surgem bancos tipo concha em neopreno (material típico dos fatos de surf) e, nas portas, os revestimentos convencionais foram substituídos por peças em fibra de vidro.

A Máquina (MINI JCW a gasolina)

A Máquina segue um caminho diferente e aponta diretamente à herança de competição da marca britânica, tendo por base o MINI JCW a gasolina. Tal como acontece com o protótipo elétrico, também aqui o conjunto mecânico é o do modelo de produção: um 2,0 litros turbo de quatro cilindros, com 231 cv e 380 Nm.

Esteticamente, o primeiro destaque vai para o conjunto de faróis adicionais montados no capô, uma referência clara ao passado da marca nos ralis. Na traseira, é o difusor que mais chama a atenção, inspirado no JCW que competiu nas 24 Horas de Nürburgring. A completar o conjunto, surge um aerofólio traseiro muito grande, com inspiração nos protótipos Can-Am da década de 1970.

O habitáculo consegue ser ainda mais extremo do que o do protótipo 100% elétrico, procurando aproximar a experiência da de um automóvel de competição.

Para isso, os painéis das portas foram removidos, os bancos traseiros deram lugar a uma gaiola de segurança, e o condutor passa a contar com arnês de cinco pontos, instrumentação totalmente analógica e um travão de mão hidráulico.

Estreia no Salão de Munique 2025

Os dois protótipos serão revelados ao público no Salão de Munique 2025, que decorre entre 9 e 14 de setembro.

Para lá dos automóveis, esta parceria funciona também como ponto de partida para uma pequena coleção de vestuário MINI x Deus Ex Machina, com disponibilidade global através das lojas de comércio eletrónico da Deus Ex Machina.

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