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A última Lua Cheia de 2025 será uma **Superlua Fria** em **perigeu**

Mulher com roupa quente observa a lua cheia enquanto segura chá fumegante numa varanda à noite.

A derradeira Lua Cheia de 2025 vai nascer com um brilho especial, graças à imponência extra de um perigeu a acontecer ao mesmo tempo.

Na noite de quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, quando o Hemisfério Norte já estará a entrar no inverno, uma Superlua Fria vai surgir no horizonte leste ao pôr do sol, elevando-se no céu com um aumento aparente de tamanho e luminosidade.

Como o ar frio tende a ter menos humidade - o que deixa o céu mais limpo e transparente - este fenómeno oferece uma excelente oportunidade para fotografar o nascer da Lua.

Superlua e perigeu: porque é que a Lua parece maior?

As superluas resultam naturalmente da forma da órbita da Lua em torno da Terra. Essa órbita não é um círculo perfeito: é ligeiramente oval. Por isso, ao longo do seu percurso, há pontos em que a Lua fica um pouco mais perto ou um pouco mais longe do que a sua distância média de 384 400 km (cerca de 239 mil milhas) em relação à Terra.

O ponto em que a Lua está mais próxima da Terra chama-se perigeu. Existem, em média, cerca de 13 perigeus por ano, com pequenas variações. No entanto, como a órbita lunar sofre precessão, essa oval não repete exatamente o mesmo traçado em cada volta; assim, o momento dos perigeus não coincide de forma perfeita com o ciclo lunar.

Só quando o perigeu acontece numa Lua Cheia (ou numa Lua Nova) é que se usa o termo superlua.

A distância do perigeu também varia (e o brilho acompanha)

Curiosamente, a própria distância do perigeu pode mudar bastante, devido a fatores adicionais como a atração gravitacional do Sol e a relação dinâmica e de longo prazo entre a Terra e a Lua. Nos perigeus mais próximos, a Lua pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante no céu.

No caso específico de 4 de dezembro de 2025, o perigeu vai colocar a Lua Cheia a 357 219 km (aproximadamente 222 mil milhas) da Terra. Isso traduz-se num aumento de 8% no tamanho aparente face a uma Lua Cheia “média” e numa subida de cerca de 16% no brilho.

Ficará um pouco mais distante do que a Superlua do Castor de novembro de 2025, mas, ainda assim, mais próxima do que qualquer outra superlua desde abril de 2020 - ou seja, tudo indica que será um espetáculo particularmente interessante.

Sizígia: o alinhamento por trás da Superlua Fria

Do ponto de vista técnico, uma superlua é uma sizígia - uma palavra curiosa (até parece daquelas que dão jeito no Scrabble) que descreve o alinhamento em linha reta de três ou mais corpos astronómicos. Aqui, os três intervenientes são a Terra, a Lua e o Sol.

Como a Lua estará do lado oposto da Terra relativamente ao Sol, pode procurar a superlua junto ao horizonte leste, em frente ao pôr do sol, em qualquer lugar do mundo.

Para quem quer melhorar a observação, vale a pena escolher um local com vista desimpedida para leste e, se possível, com pouca poluição luminosa. Aplicações de astronomia (ou até uma simples previsão de nebulosidade) ajudam a acertar no momento em que a Lua surge mesmo junto ao horizonte - quando o efeito visual costuma ser mais impressionante.

E quando a Lua Cheia está mais longe? A microlua

É natural pensar: se existe um nome para a Lua Cheia quando está no ponto mais próximo da órbita, então também deve existir um para quando está no ponto mais afastado.

E existe: chama-se microlua. No entanto, costuma receber menos atenção, provavelmente porque as oportunidades de fotografia e de observação da Lua não são tão apelativas quando o disco lunar parece mais pequeno e menos brilhante.

Vale sempre a pena sair e olhar para o céu

Superluas e microluas fazem parte do comportamento normal da Lua, mas qualquer motivo para ir lá fora e contemplar o céu noturno merece tempo. Em dezembro, convém ir preparado: leve mantas, vista-se em camadas e não se esqueça de uma garrafa térmica com algo quente para beber.

Se quiser fotografar, um tripé e uma objetiva com alguma distância focal fazem diferença; além disso, experimente exposições mais rápidas para evitar que o movimento aparente da Lua reduza a nitidez. Mesmo sem câmara, a Superlua Fria de 2025 promete ser um daqueles momentos simples e memoráveis em que basta olhar para cima para sentir o impacto do universo.

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